Até 2013 tinha sob meu comando 6 blogs onde tratava de vários assuntos que enfocavam vários de meus interesses. Por vontade própria, foram deixados de lado por motivos de foro íntimo. Retorno como blogueiro, trazendo como sempre fiz, assuntos variados, mais comedido mas ainda interessado na verdade. Escolhi como título o "Churrasqueiro" por que, para o gaúcho, o ambiente da churrasqueira é propício para a colocação e discussão de todos os assuntos.
COSTELÃO DE NOVILHA
A PROVA DE QUE APRENDI A ASSAR...
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Viralatismo e submissão de um País sem rumo!
Sabemos o que os Yankees estão fazendo nesse verão!
Junior Carlos Piaia
Junior Carlos Piaia
Dos comentaristas do blog, sou o que menos pode ser acusado de anti-americanismo. Nasci alimentado pelo governo dos EUA, meu pai era funcionário da Rubber Reser...ve Company em Manaus durante a Segunda Guerra e o supermercado da companhia era abastecido diariamente por hidroaviões que vinham de Miami. Minha mãe passou toda infância e adolescência nos EUA, tenho seis primos irmãos americanos natos, irmã, sobrinhos, cunhado, tios e tias morando lá, a maior parte da minha família tem raízes nos EUA desde o século XIX, comecei minha vida no CitiBank, fui depois executivo principal de filiais brasileiras de multinacionais americanas.
Não tenho portanto viés anti-americano o que me dá legitimidade para enxergar uma situação anômala, absurda, esdrúxula que está ocorrendo em um quadro que significa a colonização do Brasil pelos Estados Unidos em um grau que jamais ocorreu nos quase dois séculos de existência do Estado brasileiro, situação que parece não incomodar minimamente o Governo, a mídia e a sociedade brasileira, pelo menos naquela que deveria ser a consciência de Nação.
Como é possível que o Departamento de Justiça dos EUA tenha jurisdição inexplicável sobre empresas e cidadãos brasileiros sobre fatos ocorridos no Brasil entre brasileiros ou ocorrida em terceiros países entre brasileiros e governos daqueles países? Onde entra os EUA aí? Quem conferiu ao Governo dos EUA autoridade sobre empresas e cidadãos brasileiros que praticaram delitos de corrupção no Brasil ou na América do Sul? Com base em que tratado o Departamento de Justiça pode processar e aplicar penas e multas a pessoas físicas e jurídicas brasileiras, cobrando valores bilionários que ficam como lucro para o Tesouro dos EUA? Tomam esse dinheiro a título do que? Prejuízos aos EUA? Que prejuízo os EUA tiveram com corrupção no Brasil ou no Peru ou no Equador?
São delitos que não foram cometidos nos Estados Unidos e que não prejudicaram nem o Governo americano e nem seus cidadãos, nem suas empresas, então estão querendo dinheiro em função do que? O Brasil está indenizando qual dano aos EUA?
A Lei Foreing Corrupt Practices Act de 1973 é uma lei americana e não uma lei universal, não pode ser exportada para outros sistemas jurídicos. Há ordenamentos jurídicos internacionais visando combater corrupção, terrorismo, tráfico de drogas, tráfico de armas, de pessoas, de animais, mas esses ordenamentos são de entidades supranacionais e não de um País e, mesmo assim, não se auto-aplicam, é preciso que cada sistema jurídico de cada país recepcione esse ordenamento internacional.
A Lei FCPA não é um ordenamento internacional, é uma lei americana e só vale para empresas americanas ou lá sediadas, não se aplica ao mundo e a países que tem legislação própria. Mas os EUA estão entendendo que sua lei vale para o mundo inteiro, o pior é que tem países, poucos aliás, que aceitam esse delírio, e o Brasil é um deles.
Não vi outros países entrando nessa conversa. Não é o caso de empresas estrangeiras que tem extensas operações nos EUA, como Volkswagen, Alstom e Siemens, nesse caso a lei americana se volta a quem tem subsidiárias importantes nos EUA e, a partir dessa base, a lei se aplica, porque fatos e delitos ocorreram dentro dos EUA ou a partir dos EUA.
Ao que tudo indica, no Brasil, porque ninguém conta a história toda, não se sabe como se formou o processo na Divisão Criminal do Departamento de Justiça, não se sabe bem por quem ou porque esse caso foi parar em Washington, ou porque as empresas brasileiras estatais e privadas viraram caça livre dos procuradores americanos, quando não se vê empresas mexicanas, argentinas, peruanas ou muito menos africanas, árabes e asiáticas sendo alvos do citado Departamento.
Porque só as empresas brasileiras seriam pecadoras? A Odebrecht sequer é empresa com ações em bolsas americanas, tem obras nos EUA mas essas obras não tem relação com seus negócios em outros países ou no Brasil, e portanto não há razão alguma para ser processada pelo Governo americano.
A Odebrecht não subornou funcionários americanos, não cometeu delitos em obras públicas dos EUA, o que tem a ver o Departamento de Justiça com a Odebrecht no Peru?
Essa intromissão do Departamento de Justiça está baseada em que princípio legal se a empresa, os executivos, os fatos não aconteceram nos EUA? Refiro-me aqui EXCLUSIVAMENTE sobre os processos do Departamento de Justiça por infração a Lei Foreing Corrupt Practices Act de 1973, não me refiro a processos civis de acionistas e nem a processos por jurisdição eleita da Securities and Exchange Commission (SEC), em casos em que as empresas aceitam previamente o julgamento de tribunal americano.
Pessoas leigas, mesmo jornalistas, não entendem essas diferenças e misturam os contextos, são casos completamente diferentes, por causa da listagem em bolsa americana de suas ações, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) tem jurisdição válida sobre empresas brasileiras que tem ações na bolsa de Nova York e pela mesma razão acionistas minoritários americanos podem recorrer a tribunais americanos contra essas companhias.
Não é o caso do Departamento de Justiça, que estou a tratar aqui por considerar inexistente jurisdição extraterritorial americana sobre casos ocorridos fora dos EUA.
O fato é que não há base legal alguma a não ser a vontade desse Governo em controlar atividades de grandes empresas estratégicas não americanas mesmo que não tenham raízes nos EUA.
Não há base no Direito Internacional, não há base em Tratados, o chamado Acordo de Cooperação Judiciária Brasil EUA de 2001 não dá nenhum amparo para extensão de jurisdição extraterritorial e, mesmo que fosse possível, há uma cláusula de imunidade que pode ser invocada pelo Estado brasileiro para temas de "interesse essencial" de cada Estado.
O Acordo é para um Estado pedir colaboração a outro, não é para um invadir território jurisdicional do outro contra a vontade deste. Essa extensão jurisdicional sobre empresas e pessoas estrangeiras pode ser tentada pelo Governo dos EUA, mas não há porque ser obedecida, a tentativa teria que ser in limine rejeitada pelo Governo do Brasil inclusive com apelo à Corte Internacional de Haia para firmar limites. A própria tentativa de processar pode não ser aceita por ser ilegal e deve ser resistida.
No caso da Petrobras, Embraer e Odebrecht o processamento e aplicação de multa não tem base legal e deveria ter sido rejeitada porque os fatos se passaram fora dos EUA e este País não tem jurisdição sobre esses fatos. Como é possível o Departamento de Justiça cobrar indenização sobre delitos praticados em terceiros países pela Embraer e Odebrecht e ficar com essas multas ao invés de repassá-las para esses países prejudicados?
A que título o Governo americano cobra e retém esses valores, se o Governo americano não foi atingido ou prejudicado por essa corrupção? Trata-se então de polícia do mundo? Também é polícia da China, da Rússia? Ah, aí não, porque eles não deixam.
É possível a criatividade do Departamento de Justiça inventar jurisdição a partir de qualquer liame arbitrário, porque usou dólar, porque usou banco americano, porque usou a internet, porque o executivo tomou Coca-Cola, eles são criativos para jogar sua malha pelo mundo.
E não me venham com tecnicalidades. Amigos e parentes que são sócios de escritórios de advocacia "globalizados" me retrucam: "Ah mas lá a lei se aplica a tais casos”. E daí? Conteste-se, sempre contestar, não precisa abaixar a cabeça, cada lei tem mil interpretações, os procuradores americanos podem achar qualquer coisa, mas a parte contrária tem que contestar sempre, especialmente contestar a jurisdição da lei americana sobre casos ocorridos no exterior.
Já contei aqui o caso da subsidiária francesa da Dresser Industries, uma multinacional americana que foi impedida por Washington de fornecer compressores para gasodutos russos que tinham como destino a Alemanha. O Governo francês nacionalizou a filial francesa da Dresser para manter o contrato com a Rússia. A postura do Governo do Brasil nessa questão parece partir do princípio que é uma questão privada das empresas e que não diz respeito ao governo brasileiro, por essa razão sequer o Itamaraty tomou defesa das empresas brasileiras, como faria qualquer chancelaria do mundo.
Quando o Presidente Temer esteve no Japão, em Setembro, a primeira manifestação viva voz do Primeiro Ministro japonês foi a de protestar pelo envolvimento de empresas japonesas na Lava Jato. O dirigente nipônico estava visivelmente contrariado e fez a mais enfática defesa das empresas de seu País.
A postura do governo do Brasil, não só o presente governo mas também o governo passado, de não se envolver, é incompreensível. Não é uma questão privada, é uma questão de Estado. Parece que o governo do Brasil não tem noção clara do que é um Estado nacional.
Ainda que se pudesse defender que é um problema privado no caso das empreiteiras, no caso da Petrobras o interesse do Estado brasileiro é direto, é o seu patrimônio, reputação e futuro em jogo, é um confronto de jurisdições e isso diz respeito ao Estado.
Quando eu era CEO de uma subsidiária de multinacional americana no Brasil, recebia declarações para assinar obrigando a cumprir o embargo a Cuba e cumprir a FCPA, quer dizer, um brasileiro ser obrigado a cumprir a lei americana no Brasil, se não assinasse estava fora.
Esses "sistemas" de extrapolação de jurisdição é portanto coisa antiga e só tem aumentado, mas o governo de um grande País pode brecar essa tentativa por ser ilegítima, mas, para isso é preciso querer e é coisa de governo, empresa e indivíduos isolados não tem meios de enfrentar, é uma questão de governo.
Ao final da Segunda Guerra havia 1.200.000 soldados americanos na Inglaterra, à espera da invasão do continente europeu. O Exército americano queria aplicar a lei americana de segregação racial que impedia que soldados negros (a maioria dos soldados eram negros) frequentassem bares onde estavam soldados americanos brancos, a PE americana entrava no bar e arrastava para fora os soldados negros.
Isso gerou enorme conflito com o sistema judicial britânico que disse ser inaplicável no Reino Unido uma lei americana mesmo entre americanos, os juízes ingleses baterem de frente e impediram essa aberração, o fato é muito conhecido e mostrou como os americanos querem exportar suas leis para o mundo inteiro.
Ao fim houve um protesto duríssimo do Rei Jorge VI que disse não admitir segregação racial no território inglês com guerra ou na paz.
As tentativas de extensão de leis americanas para o resto do mundo podem ser resistidas e os próprios americanos esperam contestações a esses avanços, parece que o Brasil tem vergonha de contestar, talvez porque ache deselegante ou antipático, afinal se cumprirem direitinho as leis americanas serão elogiados e convidados para drinks no happy hour.
O Governo do Brasil errou profundamente quando não reagiu liminarmente à prisão de Jose Maria Marin na Suíça. Mesmo com sua péssima folha corrida, Marin representava naquele evento e momento o país Brasil. Não poderia ser preso pelo FBI da forma que foi, sem qualquer protesto do Governo do Brasil, preso sem processo, sem condenação, sem acusação formal, com qual autoridade foi preso? Detentor de passaporte brasileiro, alguma proteção esse passaporte deveria oferecer-lhe.
Foi esse o primeiro ato de extrapolação jurisdicional do Departamento de Justiça, que passou batido e os estimulou a maior ativismo ainda. Lembro como a mídia brasileira soltou rojões com a prisão de Marin, sem perceber o princípio em jogo e não a pessoa de Marin.
Quando se rompem princípios, os danos vem depois e é o que está acontecendo, agora os brasileiros tem que trabalhar, exportar muita carne para os EUA para gerar dólares para pagar multas indevidas ao Tesouro americano.
O caso FIFA é emblemático. Os EUA não tem nenhum envolvimento com o futebol, mas percebendo que é o esporte de maior número de torcedores no mundo, sonham em controlar o "negócio" do futebol através de uma corporação com ações listada na Bolsa de Nova York.
Como disse o cientista político Paul Boniface, presidente do Instituto Francês de Relações Internacionais, o que eles querem é o "negócio" da FIFA, todas as ações americanas tem no final um objetivo de "business", é da História americana, como disse o Presidente dos EUA na década de 20, Calvin Coolidge, o negócio dos EUA é "fazer negócio", está na alma do País para o bem ou para o mal, atrás de todo movimento há um objetivo econômico.
Essa intromissão descarada e aberta do Governo americano nos interesses brasileiros nunca houve antes nessa forma tão esdrúxula.Faz lembrar o passado colonial dos juízes de capitulações em Shangai e em Alexandria, quando a China e o Egito, subjugados à potencias imperialistas, aceitavam juízes estrangeiros em seu território com jurisdição sobre causas onde estivessem envolvidos seus nacionais.
No caso da Odebrecht e Embraer é ainda pior, não há americanos envolvidos nos casos de corrupção, como então admitir procuradores americanos processando causas onde não estão em jogo interesses dos EUA? Quem os chamou e porquê? Como é possível o Brasil, suas classes dirigentes, sociedade, forças aramadas, aceitarem essa jurisdição sobre interesses brasileiros, sem protestar ou, pior ainda, aceitando e gostando?
Por André Araújo/GGN
Como é possível que o Departamento de Justiça dos EUA tenha jurisdição inexplicável sobre empresas e cidadãos brasileiros sobre fatos ocorridos no Brasil entre brasileiros ou ocorrida em terceiros países entre brasileiros e governos daqueles países? Onde entra os EUA aí? Quem conferiu ao Governo dos EUA autoridade sobre empresas e cidadãos brasileiros que praticaram delitos de corrupção no Brasil ou na América do Sul? Com base em que tratado o Departamento de Justiça pode processar e aplicar penas e multas a pessoas físicas e jurídicas brasileiras, cobrando valores bilionários que ficam como lucro para o Tesouro dos EUA? Tomam esse dinheiro a título do que? Prejuízos aos EUA? Que prejuízo os EUA tiveram com corrupção no Brasil ou no Peru ou no Equador?
São delitos que não foram cometidos nos Estados Unidos e que não prejudicaram nem o Governo americano e nem seus cidadãos, nem suas empresas, então estão querendo dinheiro em função do que? O Brasil está indenizando qual dano aos EUA?
A Lei Foreing Corrupt Practices Act de 1973 é uma lei americana e não uma lei universal, não pode ser exportada para outros sistemas jurídicos. Há ordenamentos jurídicos internacionais visando combater corrupção, terrorismo, tráfico de drogas, tráfico de armas, de pessoas, de animais, mas esses ordenamentos são de entidades supranacionais e não de um País e, mesmo assim, não se auto-aplicam, é preciso que cada sistema jurídico de cada país recepcione esse ordenamento internacional.
A Lei FCPA não é um ordenamento internacional, é uma lei americana e só vale para empresas americanas ou lá sediadas, não se aplica ao mundo e a países que tem legislação própria. Mas os EUA estão entendendo que sua lei vale para o mundo inteiro, o pior é que tem países, poucos aliás, que aceitam esse delírio, e o Brasil é um deles.
Não vi outros países entrando nessa conversa. Não é o caso de empresas estrangeiras que tem extensas operações nos EUA, como Volkswagen, Alstom e Siemens, nesse caso a lei americana se volta a quem tem subsidiárias importantes nos EUA e, a partir dessa base, a lei se aplica, porque fatos e delitos ocorreram dentro dos EUA ou a partir dos EUA.
Ao que tudo indica, no Brasil, porque ninguém conta a história toda, não se sabe como se formou o processo na Divisão Criminal do Departamento de Justiça, não se sabe bem por quem ou porque esse caso foi parar em Washington, ou porque as empresas brasileiras estatais e privadas viraram caça livre dos procuradores americanos, quando não se vê empresas mexicanas, argentinas, peruanas ou muito menos africanas, árabes e asiáticas sendo alvos do citado Departamento.
Porque só as empresas brasileiras seriam pecadoras? A Odebrecht sequer é empresa com ações em bolsas americanas, tem obras nos EUA mas essas obras não tem relação com seus negócios em outros países ou no Brasil, e portanto não há razão alguma para ser processada pelo Governo americano.
A Odebrecht não subornou funcionários americanos, não cometeu delitos em obras públicas dos EUA, o que tem a ver o Departamento de Justiça com a Odebrecht no Peru?
Essa intromissão do Departamento de Justiça está baseada em que princípio legal se a empresa, os executivos, os fatos não aconteceram nos EUA? Refiro-me aqui EXCLUSIVAMENTE sobre os processos do Departamento de Justiça por infração a Lei Foreing Corrupt Practices Act de 1973, não me refiro a processos civis de acionistas e nem a processos por jurisdição eleita da Securities and Exchange Commission (SEC), em casos em que as empresas aceitam previamente o julgamento de tribunal americano.
Pessoas leigas, mesmo jornalistas, não entendem essas diferenças e misturam os contextos, são casos completamente diferentes, por causa da listagem em bolsa americana de suas ações, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) tem jurisdição válida sobre empresas brasileiras que tem ações na bolsa de Nova York e pela mesma razão acionistas minoritários americanos podem recorrer a tribunais americanos contra essas companhias.
Não é o caso do Departamento de Justiça, que estou a tratar aqui por considerar inexistente jurisdição extraterritorial americana sobre casos ocorridos fora dos EUA.
O fato é que não há base legal alguma a não ser a vontade desse Governo em controlar atividades de grandes empresas estratégicas não americanas mesmo que não tenham raízes nos EUA.
Não há base no Direito Internacional, não há base em Tratados, o chamado Acordo de Cooperação Judiciária Brasil EUA de 2001 não dá nenhum amparo para extensão de jurisdição extraterritorial e, mesmo que fosse possível, há uma cláusula de imunidade que pode ser invocada pelo Estado brasileiro para temas de "interesse essencial" de cada Estado.
O Acordo é para um Estado pedir colaboração a outro, não é para um invadir território jurisdicional do outro contra a vontade deste. Essa extensão jurisdicional sobre empresas e pessoas estrangeiras pode ser tentada pelo Governo dos EUA, mas não há porque ser obedecida, a tentativa teria que ser in limine rejeitada pelo Governo do Brasil inclusive com apelo à Corte Internacional de Haia para firmar limites. A própria tentativa de processar pode não ser aceita por ser ilegal e deve ser resistida.
No caso da Petrobras, Embraer e Odebrecht o processamento e aplicação de multa não tem base legal e deveria ter sido rejeitada porque os fatos se passaram fora dos EUA e este País não tem jurisdição sobre esses fatos. Como é possível o Departamento de Justiça cobrar indenização sobre delitos praticados em terceiros países pela Embraer e Odebrecht e ficar com essas multas ao invés de repassá-las para esses países prejudicados?
A que título o Governo americano cobra e retém esses valores, se o Governo americano não foi atingido ou prejudicado por essa corrupção? Trata-se então de polícia do mundo? Também é polícia da China, da Rússia? Ah, aí não, porque eles não deixam.
É possível a criatividade do Departamento de Justiça inventar jurisdição a partir de qualquer liame arbitrário, porque usou dólar, porque usou banco americano, porque usou a internet, porque o executivo tomou Coca-Cola, eles são criativos para jogar sua malha pelo mundo.
E não me venham com tecnicalidades. Amigos e parentes que são sócios de escritórios de advocacia "globalizados" me retrucam: "Ah mas lá a lei se aplica a tais casos”. E daí? Conteste-se, sempre contestar, não precisa abaixar a cabeça, cada lei tem mil interpretações, os procuradores americanos podem achar qualquer coisa, mas a parte contrária tem que contestar sempre, especialmente contestar a jurisdição da lei americana sobre casos ocorridos no exterior.
Já contei aqui o caso da subsidiária francesa da Dresser Industries, uma multinacional americana que foi impedida por Washington de fornecer compressores para gasodutos russos que tinham como destino a Alemanha. O Governo francês nacionalizou a filial francesa da Dresser para manter o contrato com a Rússia. A postura do Governo do Brasil nessa questão parece partir do princípio que é uma questão privada das empresas e que não diz respeito ao governo brasileiro, por essa razão sequer o Itamaraty tomou defesa das empresas brasileiras, como faria qualquer chancelaria do mundo.
Quando o Presidente Temer esteve no Japão, em Setembro, a primeira manifestação viva voz do Primeiro Ministro japonês foi a de protestar pelo envolvimento de empresas japonesas na Lava Jato. O dirigente nipônico estava visivelmente contrariado e fez a mais enfática defesa das empresas de seu País.
A postura do governo do Brasil, não só o presente governo mas também o governo passado, de não se envolver, é incompreensível. Não é uma questão privada, é uma questão de Estado. Parece que o governo do Brasil não tem noção clara do que é um Estado nacional.
Ainda que se pudesse defender que é um problema privado no caso das empreiteiras, no caso da Petrobras o interesse do Estado brasileiro é direto, é o seu patrimônio, reputação e futuro em jogo, é um confronto de jurisdições e isso diz respeito ao Estado.
Quando eu era CEO de uma subsidiária de multinacional americana no Brasil, recebia declarações para assinar obrigando a cumprir o embargo a Cuba e cumprir a FCPA, quer dizer, um brasileiro ser obrigado a cumprir a lei americana no Brasil, se não assinasse estava fora.
Esses "sistemas" de extrapolação de jurisdição é portanto coisa antiga e só tem aumentado, mas o governo de um grande País pode brecar essa tentativa por ser ilegítima, mas, para isso é preciso querer e é coisa de governo, empresa e indivíduos isolados não tem meios de enfrentar, é uma questão de governo.
Ao final da Segunda Guerra havia 1.200.000 soldados americanos na Inglaterra, à espera da invasão do continente europeu. O Exército americano queria aplicar a lei americana de segregação racial que impedia que soldados negros (a maioria dos soldados eram negros) frequentassem bares onde estavam soldados americanos brancos, a PE americana entrava no bar e arrastava para fora os soldados negros.
Isso gerou enorme conflito com o sistema judicial britânico que disse ser inaplicável no Reino Unido uma lei americana mesmo entre americanos, os juízes ingleses baterem de frente e impediram essa aberração, o fato é muito conhecido e mostrou como os americanos querem exportar suas leis para o mundo inteiro.
Ao fim houve um protesto duríssimo do Rei Jorge VI que disse não admitir segregação racial no território inglês com guerra ou na paz.
As tentativas de extensão de leis americanas para o resto do mundo podem ser resistidas e os próprios americanos esperam contestações a esses avanços, parece que o Brasil tem vergonha de contestar, talvez porque ache deselegante ou antipático, afinal se cumprirem direitinho as leis americanas serão elogiados e convidados para drinks no happy hour.
O Governo do Brasil errou profundamente quando não reagiu liminarmente à prisão de Jose Maria Marin na Suíça. Mesmo com sua péssima folha corrida, Marin representava naquele evento e momento o país Brasil. Não poderia ser preso pelo FBI da forma que foi, sem qualquer protesto do Governo do Brasil, preso sem processo, sem condenação, sem acusação formal, com qual autoridade foi preso? Detentor de passaporte brasileiro, alguma proteção esse passaporte deveria oferecer-lhe.
Foi esse o primeiro ato de extrapolação jurisdicional do Departamento de Justiça, que passou batido e os estimulou a maior ativismo ainda. Lembro como a mídia brasileira soltou rojões com a prisão de Marin, sem perceber o princípio em jogo e não a pessoa de Marin.
Quando se rompem princípios, os danos vem depois e é o que está acontecendo, agora os brasileiros tem que trabalhar, exportar muita carne para os EUA para gerar dólares para pagar multas indevidas ao Tesouro americano.
O caso FIFA é emblemático. Os EUA não tem nenhum envolvimento com o futebol, mas percebendo que é o esporte de maior número de torcedores no mundo, sonham em controlar o "negócio" do futebol através de uma corporação com ações listada na Bolsa de Nova York.
Como disse o cientista político Paul Boniface, presidente do Instituto Francês de Relações Internacionais, o que eles querem é o "negócio" da FIFA, todas as ações americanas tem no final um objetivo de "business", é da História americana, como disse o Presidente dos EUA na década de 20, Calvin Coolidge, o negócio dos EUA é "fazer negócio", está na alma do País para o bem ou para o mal, atrás de todo movimento há um objetivo econômico.
Essa intromissão descarada e aberta do Governo americano nos interesses brasileiros nunca houve antes nessa forma tão esdrúxula.Faz lembrar o passado colonial dos juízes de capitulações em Shangai e em Alexandria, quando a China e o Egito, subjugados à potencias imperialistas, aceitavam juízes estrangeiros em seu território com jurisdição sobre causas onde estivessem envolvidos seus nacionais.
No caso da Odebrecht e Embraer é ainda pior, não há americanos envolvidos nos casos de corrupção, como então admitir procuradores americanos processando causas onde não estão em jogo interesses dos EUA? Quem os chamou e porquê? Como é possível o Brasil, suas classes dirigentes, sociedade, forças aramadas, aceitarem essa jurisdição sobre interesses brasileiros, sem protestar ou, pior ainda, aceitando e gostando?
Por André Araújo/GGN
terça-feira, 17 de janeiro de 2017
Pósmonição
Para entender o que se diz aqui nesta postagem, leia a postagem: http://blogdobentinhodeitaara.blogspot.com.br/2016/11/sonho-ficcao-factivel-comprovado.html
O Sinistro da Justiça recebe um telefonema dos estranja.
-Estou aqui nos States sendo massacrado pelos coordenadores da CIA. Motivo? Não conseguimos movimentar os sheeples contra tudo que aí está!
- Mais chefe, estamos fazendo de tudo. Todos os dias lanço um problemaço, faço as maiores barbaridades em termos jurídicos e nada. A sheepleiada nada. Só umas que outras figurinhas carimbadas que se metem a besta defendendo pobre sem casa. O senhor também não ajuda. Tem que vazar mais delações contra nós no governo. Prender o Nine. Pegar pesado contra o partidinho aquele, a Geni dos Partidos que até quem se diz parceiro tá metendo o pau.
-Vou repetir o que me disseram e que me obrigo a repassar, falou a voz da chamada internacional: "Os fornecedores de armas estão apreensivos. Sem revolta, sem armas; sem armas sem dinheiro; sem dinheiro não há retorno do capital já investido! Olha o que já fizemos por vocês. Há uma chuva de dólar caindo nos bolsos dos políticos, imprensa, justiça de todos os níveis e nada! Até embaixador especialista em promover/conter revoluções e rebeldias deslocamos pra vocês e nada?
NADA, NADA, NADA!" Perdemos o Timming para enjaular o perigosíssimo Nine. E sem Timming a falta de provas nos deixa de mãos atadas. Movimenta o teu pessoalzinho do PCC. Vão ganhar a Colombia de graça, faz eles trabalharem. Não me disse que eles eram piores que os implantados do ISIS? Fornece uns dinheirinhos extras para aqueles outros do Norte pra inticar com o PCCSDB. Bota fogo no País, mas com brutalidade. Fala pro MT botar o bloco dele na rua, ops, os milicos dele na rua com ordem de atirar primeiro e depois perguntar. O Santo também não colabora. As coisas tem que ser violentas, nada de balinha de borracha. Tem que começar a correr sangue! SANGUE, tá entendendo.
- Tá bem, vou movimentar meus amigos. Vou fazer uma reunião com MT!
Acordei ou saí do transe? Foi uma pós-monição? Há alguma coisa entre os céus e a terra que nós não sabemos mas imaginamos?
Aguardemos os próximos capítulos.
O Sinistro da Justiça recebe um telefonema dos estranja.
-Estou aqui nos States sendo massacrado pelos coordenadores da CIA. Motivo? Não conseguimos movimentar os sheeples contra tudo que aí está!
- Mais chefe, estamos fazendo de tudo. Todos os dias lanço um problemaço, faço as maiores barbaridades em termos jurídicos e nada. A sheepleiada nada. Só umas que outras figurinhas carimbadas que se metem a besta defendendo pobre sem casa. O senhor também não ajuda. Tem que vazar mais delações contra nós no governo. Prender o Nine. Pegar pesado contra o partidinho aquele, a Geni dos Partidos que até quem se diz parceiro tá metendo o pau.
-Vou repetir o que me disseram e que me obrigo a repassar, falou a voz da chamada internacional: "Os fornecedores de armas estão apreensivos. Sem revolta, sem armas; sem armas sem dinheiro; sem dinheiro não há retorno do capital já investido! Olha o que já fizemos por vocês. Há uma chuva de dólar caindo nos bolsos dos políticos, imprensa, justiça de todos os níveis e nada! Até embaixador especialista em promover/conter revoluções e rebeldias deslocamos pra vocês e nada?
NADA, NADA, NADA!" Perdemos o Timming para enjaular o perigosíssimo Nine. E sem Timming a falta de provas nos deixa de mãos atadas. Movimenta o teu pessoalzinho do PCC. Vão ganhar a Colombia de graça, faz eles trabalharem. Não me disse que eles eram piores que os implantados do ISIS? Fornece uns dinheirinhos extras para aqueles outros do Norte pra inticar com o PCCSDB. Bota fogo no País, mas com brutalidade. Fala pro MT botar o bloco dele na rua, ops, os milicos dele na rua com ordem de atirar primeiro e depois perguntar. O Santo também não colabora. As coisas tem que ser violentas, nada de balinha de borracha. Tem que começar a correr sangue! SANGUE, tá entendendo.
- Tá bem, vou movimentar meus amigos. Vou fazer uma reunião com MT!
Acordei ou saí do transe? Foi uma pós-monição? Há alguma coisa entre os céus e a terra que nós não sabemos mas imaginamos?
Aguardemos os próximos capítulos.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
Bücherverbrennung
Bücherverbrennung é um termo alemão que significa queima de livros. (Wikipédia).
Aos vinte dias Santos, do Mês Santo número doze, do Ano Santo de dois mil e dezesseis DC, a cinco dias do evento mais Santo do calendário Santo, um orundi, que vai à Igreja, reza com sua Mama, que jurou ser o Estado do Rio Grande do Sul o seu partido e a ele devotar o seu amor, inaugura a sua Bücherverbrennung particular.
Seria irônico, não fosse trágico, dar assim essa notícia aos amigos que pugnam contra os desvarios extremamente neoliberais, aos amigos que pugnam pela implantação dos desvarios extremamente neoliberais, aos amigos que, por sua omissão, patrocinaram a vitória do projeto de desvarios extremamente neoliberais e aos amigos que, por seu ódio a um projeto que alavancava oportunizar a todos alcançar uma evolução meritória, ´comemoraram a vitória de desvarios extremamente neoliberais.
Claro, a alusão à queima de livros é uma maneira fantasiosa de dizer que o Rio Grande do Sul está destruindo o cabedal de conhecimentos científicos e culturais acumulados por muitos anos. Está determinando que só o que ele (governo) precisar, será feito via participação de empresas, grupos de pessoas, ou indivíduos por ele selecionados e que, sim, tem interesses nessa "queima de livros! O povo, ora o povo, se exploda!
Para onde vão os acervos da Zoo, Fee e Cientec? O Zoológico de Sapucaia do Sul com sua área extremamente valorizada à beira de uma das rodovias mais importantes do estado, será vendido sem licitação como foi feita com a administração do parque de Exposições Assis Brasil? O prédio da Fundação Zoobotânica e seu valiosíssimo terreno (uma grande chácara num lugar privilegiadíssimo da Capital) vai para quem? O prédio da Fundação de Recursos Humanos situado numa das áreas mais cobiçadas por Construtoras pela proximidade com o Guaíba (lago, rio ou estuário) e o fim de tarde mais bonito do mundo já no lançamento da ideia de extinção dizia-se ter pelo menos um interessado (conto logo adiante) ficará com quem? Com a Cientec finda, seu terreno incrustado na área central da cidade será doado para quem?
Há muitas coisas que dizemos saber sobre políticos, política e suas maracutaias, nem sempre verdadeiras mas que sabemos existir. Neste ano natural de 2.016.000.000.000.000.000.000.000.00 (ponho em numeral por não saber o nomezinho completo) ficaram desnudadas.
Os financiadores de campanha cobram seu preço. Os Gerdaus (são mais que um) os Zaffaris (são mais que um), os globais da RBS(são mais que um) e outros das irmandades industriais, comerciais e de serviços que ajudaram no projeto do "oriundi" bonzinho terão seus quinhões. Saliento os três mais influentes. Os Gerdaus são propagadores da liberdade (libertinagem) em relação ao estado (município, estado e país) e já a praticam - vide operação Zelotes, os Zaffaris inscritos na dívida pública e os Globais pegos também na Zelotes. Zelotes que é muito maior que o badaladíssimo Petrolão provando que a Sonegação (que é uma corrupção) com suas irmãs gêmeas Elisão e Evasão são muito maiores que a Corrupção tipificada pela mídia (como sendo só problema político).
A falácia das terceirizações, que irá acontecer com muitos dos serviços cujas fundações exerciam, que iriam ser muito mais econômicas para o poder público, não se sustenta. Sairão mais caros os serviços executados pelos terceirizados do que os executados pelas Fundações hoje extintas e talvez atenderão interesses escusos direcionando conclusões ao seu bel prazer escudados por falsa autoridade.
Para corroborar que irá ter ilicitudes nas transações de patrimônios do estado, cito o caso específico de reportagem de Zero Hora em que o governo do estado já tinha interessado no prédio da FDRH: Grupo Zaffari! Quer dizer, nem haviam proposto oficialmente a extinção e já havia comprador via troca por presídio!
E aí chegamos ao "gran finale" de toda a campanha a favor da violência. Sim, a favor. Explico: ao noticiar que não há efetivo, que a criminalidade aumentou, faz-se propaganda para que a bandidagem aja livremente. Porém o objetivo maior é incutir o medo na população.
Com medo, a população aceita perder cultura e conhecimento e ganhar presídios!
Aos vinte dias Santos, do Mês Santo número doze, do Ano Santo de dois mil e dezesseis DC, a cinco dias do evento mais Santo do calendário Santo, um orundi, que vai à Igreja, reza com sua Mama, que jurou ser o Estado do Rio Grande do Sul o seu partido e a ele devotar o seu amor, inaugura a sua Bücherverbrennung particular.
Seria irônico, não fosse trágico, dar assim essa notícia aos amigos que pugnam contra os desvarios extremamente neoliberais, aos amigos que pugnam pela implantação dos desvarios extremamente neoliberais, aos amigos que, por sua omissão, patrocinaram a vitória do projeto de desvarios extremamente neoliberais e aos amigos que, por seu ódio a um projeto que alavancava oportunizar a todos alcançar uma evolução meritória, ´comemoraram a vitória de desvarios extremamente neoliberais.
Claro, a alusão à queima de livros é uma maneira fantasiosa de dizer que o Rio Grande do Sul está destruindo o cabedal de conhecimentos científicos e culturais acumulados por muitos anos. Está determinando que só o que ele (governo) precisar, será feito via participação de empresas, grupos de pessoas, ou indivíduos por ele selecionados e que, sim, tem interesses nessa "queima de livros! O povo, ora o povo, se exploda!
Para onde vão os acervos da Zoo, Fee e Cientec? O Zoológico de Sapucaia do Sul com sua área extremamente valorizada à beira de uma das rodovias mais importantes do estado, será vendido sem licitação como foi feita com a administração do parque de Exposições Assis Brasil? O prédio da Fundação Zoobotânica e seu valiosíssimo terreno (uma grande chácara num lugar privilegiadíssimo da Capital) vai para quem? O prédio da Fundação de Recursos Humanos situado numa das áreas mais cobiçadas por Construtoras pela proximidade com o Guaíba (lago, rio ou estuário) e o fim de tarde mais bonito do mundo já no lançamento da ideia de extinção dizia-se ter pelo menos um interessado (conto logo adiante) ficará com quem? Com a Cientec finda, seu terreno incrustado na área central da cidade será doado para quem?
Há muitas coisas que dizemos saber sobre políticos, política e suas maracutaias, nem sempre verdadeiras mas que sabemos existir. Neste ano natural de 2.016.000.000.000.000.000.000.000.00 (ponho em numeral por não saber o nomezinho completo) ficaram desnudadas.
Os financiadores de campanha cobram seu preço. Os Gerdaus (são mais que um) os Zaffaris (são mais que um), os globais da RBS(são mais que um) e outros das irmandades industriais, comerciais e de serviços que ajudaram no projeto do "oriundi" bonzinho terão seus quinhões. Saliento os três mais influentes. Os Gerdaus são propagadores da liberdade (libertinagem) em relação ao estado (município, estado e país) e já a praticam - vide operação Zelotes, os Zaffaris inscritos na dívida pública e os Globais pegos também na Zelotes. Zelotes que é muito maior que o badaladíssimo Petrolão provando que a Sonegação (que é uma corrupção) com suas irmãs gêmeas Elisão e Evasão são muito maiores que a Corrupção tipificada pela mídia (como sendo só problema político).
A falácia das terceirizações, que irá acontecer com muitos dos serviços cujas fundações exerciam, que iriam ser muito mais econômicas para o poder público, não se sustenta. Sairão mais caros os serviços executados pelos terceirizados do que os executados pelas Fundações hoje extintas e talvez atenderão interesses escusos direcionando conclusões ao seu bel prazer escudados por falsa autoridade.
Para corroborar que irá ter ilicitudes nas transações de patrimônios do estado, cito o caso específico de reportagem de Zero Hora em que o governo do estado já tinha interessado no prédio da FDRH: Grupo Zaffari! Quer dizer, nem haviam proposto oficialmente a extinção e já havia comprador via troca por presídio!
E aí chegamos ao "gran finale" de toda a campanha a favor da violência. Sim, a favor. Explico: ao noticiar que não há efetivo, que a criminalidade aumentou, faz-se propaganda para que a bandidagem aja livremente. Porém o objetivo maior é incutir o medo na população.
Com medo, a população aceita perder cultura e conhecimento e ganhar presídios!
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
APÁTRIDA A PARTIR DE HOJE
Depois das decisões desse congresso imundo, provocadas pelo governo ilegítimo de bandidos, declaro que abdico da cidadania brasileira.
Como apátrida sigo os caminhos dos bandidos travestidos de vestais que se encontram na mídia, justiça, congresso e presidência e torno-me mercenário.
Farei o que todo mercenário faz: só aquilo que me convém e que me der mais lucro.
Não partirei para o lado de desforço físico ou bélico pois a idade e condição de saúde não me permitem, mas entre cravos e canhões, há infinitos tons de rebeldia.
Sempre que for comprar, não pedirei nota fiscal mas vou insistir nos descontos, pois sem nota, sem imposto. Aquilo que puder fazer para minar o estado justamente no seu bolso farei sem dó, piedade e escrúpulos. Aliás a terceirização do trabalho segue nesse caminho.
Minha trincheira continuará sendo o intelecto e minhas ações serão divulgadas por todas mídias que estiverem ao meu alcance inclusive a antiga boca-a-boca.
Em tempos de DITADURA, a rebeldia torna-se legal!
segunda-feira, 28 de novembro de 2016
SONHO, FICÇÃO, FACTÍVEL, COMPROVADO
Pois o sonho tornou-se realidade, talvez não nos termos colocados, mas a traição está configurada. Em outros tempos, em outros países este cafajeste estaria preso, quiçá morto. Acredito que por baixo dos panos, o acordo está amparado no Ministro do PCC. Vou sonhar mais um pouquinho e ver se descubro mais alguma coisa...
Pois sonhei esse sonho abaixo e estamos vendo ser concretizados todos os aspectos malignos dele. A boca de urna do Juizeco de 1ª ESTÂNCIA (Alo revisão é estância mesmo pois aí que acontecem os desmandos trabalhistas tornando os trabalhadores escravos!) está a mil. Enquanto contra uns apenas constam indícios e são presos a granel com sentenças à jato (daí o nome) outros já indiciados nem foram ouvidos. Outros ainda já quantificados e com altos valores, seguem livres, leves e soltos, com o beneplácito de todos os malfeitos judiciais serem apoiados pela segunda ESTÂNCIA! E aí povinho vão ficando parvos mais ainda? Letargia mata!
Pois sonhei. Sonhei um sonho. Não foi premonição pois sonhei quando já estava tudo acertado e em andamento. Foi quase uma clarividência viajora retroativa. Explico: A clarividência viajora se
caracteriza por enxergar/ver/ouvir/sentir lugares distantes de si (físico) sem estar nesse lugar visitado. É uma vidência clara e cristalina que se obtém estando em estado vibracional com foco vigil para ir até o local alvo. Retroativa, pois remonta à viagem de Moro ao USA para receber instruções. Está traduzida, pois as linguagens no extra-físico é universal e entendemos todas as línguas até as criptografadas. Então vamos lá:
O local era uma espécie de saleta atrás do auditório onde Moro concedeu via Money, uma conferência. Não interessa o assunto pois isso era cortina de fumaça. Ao se recolher à saleta, um copo de uísque com gelo lhe esperava. Sala simples com algumas poltronas e nenhuma decoração. Espartana. Ao entrar Moro se depara com os contatos que o fizeram viajar aos States. O protótipo da CIA não estava nos semblantes, porte físico ou roupas e sim nas atitudes e na arrogância dos mesmos.
A ordem seca - Senta aÍ e desembucha!
Boa noite responde Moro, sentando. Já estou cumprindo a parte mais crucial do plano: indiciar e prender o Nine!
Mas não está surtindo efeito! Retruca o gordinho, o primeiro era magro. O povinho está aparvalhado e pelo jeito irão deixa-lo a própria sorte,
Ele ainda tá solto e está deitando e rolando por todo o país. Os fornecedores de armas estão apreensivos. Sem revolta, sem armas; sem armas sem dinheiro; sem dinheiro não há retorno do capital já investido! Olha o que já fizemos por vocês. Há uma chuva de dólar caindo nos bolsos dos políticos, imprensa, justiça de todos os níveis e nada! Até embaixador especialista em promover/conter revoluções e rebeldias deslocamos pra vocês e nada?
NADA, NADA, NADA!
Os brasileiros prejudicados estão amorfos, zumbis, sem vontade, põe a mídia pra trabalhar, cutucar com mais violência e remexer as feridas políticas. Inventem mais maldades trabalhistas.
Façam os times entrarem na zona de rebaixamento! Mesmo que sejam bons! Façam que as classificações no campeonato cheirem sangue, suor e churrio!
Da tua parte, não tem ninguém inocente com parente doente terminal? Prende da pior maneira possível e ameaça deixar o parente sob custódia. Diz em off pra que saia nas redes sociais, que irá torturar o Nine com a prisão da esposa dele! Se mexa!
DESORDEM E PRIVATIZAÇÃO!
Ufa, ainda bem que além de ser uma coisa que não posso provar só tenho convicção, é ficção...
FACTÍVEL MAS FICÇÃO! Menos a parte do povinho amordaçado!
A ordem seca - Senta aÍ e desembucha!
Boa noite responde Moro, sentando. Já estou cumprindo a parte mais crucial do plano: indiciar e prender o Nine!
Mas não está surtindo efeito! Retruca o gordinho, o primeiro era magro. O povinho está aparvalhado e pelo jeito irão deixa-lo a própria sorte,
Ele ainda tá solto e está deitando e rolando por todo o país. Os fornecedores de armas estão apreensivos. Sem revolta, sem armas; sem armas sem dinheiro; sem dinheiro não há retorno do capital já investido! Olha o que já fizemos por vocês. Há uma chuva de dólar caindo nos bolsos dos políticos, imprensa, justiça de todos os níveis e nada! Até embaixador especialista em promover/conter revoluções e rebeldias deslocamos pra vocês e nada?
NADA, NADA, NADA!
Os brasileiros prejudicados estão amorfos, zumbis, sem vontade, põe a mídia pra trabalhar, cutucar com mais violência e remexer as feridas políticas. Inventem mais maldades trabalhistas.
Façam os times entrarem na zona de rebaixamento! Mesmo que sejam bons! Façam que as classificações no campeonato cheirem sangue, suor e churrio!
Da tua parte, não tem ninguém inocente com parente doente terminal? Prende da pior maneira possível e ameaça deixar o parente sob custódia. Diz em off pra que saia nas redes sociais, que irá torturar o Nine com a prisão da esposa dele! Se mexa!
DESORDEM E PRIVATIZAÇÃO!
Ufa, ainda bem que além de ser uma coisa que não posso provar só tenho convicção, é ficção...
FACTÍVEL MAS FICÇÃO! Menos a parte do povinho amordaçado!
domingo, 23 de outubro de 2016
QUANDO OS ASSUNTOS SE ENTRELAÇAM...
e formam uma base consistente para identificar de onde vem a LUTA DE CLASSES ATUALMENTE NO BRASIL.
Vem de longe...
Venho tratando do assunto desde 2014 quando escrevi neste blog sobre a pirâmide de Maslow e o bolsa família :
http://blogdobentinhodeitaara.blogspot.com.br/2014/08/a-piramide-de-maslow-e-o-bolsa-familia.html
Vem de longe...
Venho tratando do assunto desde 2014 quando escrevi neste blog sobre a pirâmide de Maslow e o bolsa família :
http://blogdobentinhodeitaara.blogspot.com.br/2014/08/a-piramide-de-maslow-e-o-bolsa-familia.html
Dias atrás aproveitando o gancho que um amigo do Facebook proporcionou, escrevi sobre o ódio que campeia nos dias atuais:
http://blogdobentinhodeitaara.blogspot.com.br/2016/10/do-odio-que-campeia-no-brasil.html
Pois a rememoração do Facebook de uma postagem de uma amiga Tania Orsi Vargas de
23 de outubro de 2015 às 16:43 · trouxe mais um embasamento ao assunto:
O NOVO DESMONTE DA EDUCAÇÃO
No ano de 1972 foi realizada uma reforma do ensino patrocinada e monitorada pelo USAID norteamericano em acordo com o MEC. Este é um... órgão encarregado de agir em países onde os EUA têm interesse e através do qual impõe suas estratégias de dominação.
O objetivo era criar uma escola para pobres e passar a dar apoio e ajuda para a criação de escolas particulares para agradar à classe média que apoiara o golpe militar e torná-la uma aliada constante formando o cinturão de apoio ao governo. Pisando nos de baixo com a intenção de subir, manteriam assim a grande população pobre submissa e sem voz ativa. Isso teria como consequência o surgimento de um abismo maior entre ricos e pobres, aumentando cada vez mais as desigualdades entre os que melhoravam de vida e os mais humildes. Dividir pra dominar.
Hoje temos uma nova investida nitidamente intervencionista que é acatada e tem em governos de direita os seus agentes.
Com os governos do PT deu se uma grande ênfase ao ensino público e gratuito, programas, bolsas e todo tipo de apoio aos estudantes, criação de universidades e tudo isso apontando para um cenário de brasileiros mais preparados, e ao mesmo tempo dando oportunidade de chegar à universidade a pessoas que jamais sonharam com isso. Sendo assim,
os mesmos que em setenta e dois aqui entraram e com a ajuda do regime militar formataram um modelo escola para a classe pobre, agora novamente entram em ação para impedir mais uma vez que o país, através da educação, finalmente atinja um nível de desenvolvimento tão sonhado.
Nesta nova investida, o objetivo é ainda mais perverso, pois vai forçar muitos alunos a desistir de estudar e precarizar ainda mais as escolas que permanecerem. Desta forma, escolas privadas acharão espaço para serem criadas mas o objetivo principal não é repassar verba pública para amigos donos de escolas, mas sim, criar um ensino ideologizado, longe do controle de um ministério da educação, para formar zumbis que servirão muito aos que pretendem dominar o país, para uniformizar condutas favoráveis ao controle ainda maior.
Há duas cidades menores que Taquara onde, por iniciativa das prefeituras esse processo já começou. São cidades de muitos operários de calçados. E o objetivo maior é algo sinistro.
Eles criaram um fundação onde até um grande banco está envolvido.. O que um banco tem a ver com educação?
O currículo eles decidem , até estratégias de ensino, e o professor apenas cumpre o que é estabelecido. Qual o objetivo? Como disse um professor, eles querem formar pés de couve que vão servir como massa de manobra.
Na verdade esses governos de direita estão radicalizando no que sempre foi sua forma de governar. Pobres são reprimidos e mortos pra não incomodar e provavelmente serão escravos em presidios privatizados... E assim a tal guerra de classes vai acabar bem para os que já estão sendo privilegiados.
O objetivo disso tudo é o mesmo que impediu o Brasil de iniciar um grande ciclo de desenvolvimento no governo do Jango, quando vivemos um momento propício para um salto de progresso. Havia já um grande projeto para reforma agrária e caso ele tivesse permanecido no governo o país teria tido outro rumo. Mas quem não queria isso? O mesmo país lá do norte que ainda não quer, e a quem esses lacaios querem entregar o que não lhes pertence porque não gostam do seu país. Como diz o PHA, eles sequer conhecem o seu país.
O NOVO DESMONTE DA EDUCAÇÃO
No ano de 1972 foi realizada uma reforma do ensino patrocinada e monitorada pelo USAID norteamericano em acordo com o MEC. Este é um... órgão encarregado de agir em países onde os EUA têm interesse e através do qual impõe suas estratégias de dominação.
O objetivo era criar uma escola para pobres e passar a dar apoio e ajuda para a criação de escolas particulares para agradar à classe média que apoiara o golpe militar e torná-la uma aliada constante formando o cinturão de apoio ao governo. Pisando nos de baixo com a intenção de subir, manteriam assim a grande população pobre submissa e sem voz ativa. Isso teria como consequência o surgimento de um abismo maior entre ricos e pobres, aumentando cada vez mais as desigualdades entre os que melhoravam de vida e os mais humildes. Dividir pra dominar.
Hoje temos uma nova investida nitidamente intervencionista que é acatada e tem em governos de direita os seus agentes.
Com os governos do PT deu se uma grande ênfase ao ensino público e gratuito, programas, bolsas e todo tipo de apoio aos estudantes, criação de universidades e tudo isso apontando para um cenário de brasileiros mais preparados, e ao mesmo tempo dando oportunidade de chegar à universidade a pessoas que jamais sonharam com isso. Sendo assim,
os mesmos que em setenta e dois aqui entraram e com a ajuda do regime militar formataram um modelo escola para a classe pobre, agora novamente entram em ação para impedir mais uma vez que o país, através da educação, finalmente atinja um nível de desenvolvimento tão sonhado.
Nesta nova investida, o objetivo é ainda mais perverso, pois vai forçar muitos alunos a desistir de estudar e precarizar ainda mais as escolas que permanecerem. Desta forma, escolas privadas acharão espaço para serem criadas mas o objetivo principal não é repassar verba pública para amigos donos de escolas, mas sim, criar um ensino ideologizado, longe do controle de um ministério da educação, para formar zumbis que servirão muito aos que pretendem dominar o país, para uniformizar condutas favoráveis ao controle ainda maior.
Há duas cidades menores que Taquara onde, por iniciativa das prefeituras esse processo já começou. São cidades de muitos operários de calçados. E o objetivo maior é algo sinistro.
Eles criaram um fundação onde até um grande banco está envolvido.. O que um banco tem a ver com educação?
O currículo eles decidem , até estratégias de ensino, e o professor apenas cumpre o que é estabelecido. Qual o objetivo? Como disse um professor, eles querem formar pés de couve que vão servir como massa de manobra.
Na verdade esses governos de direita estão radicalizando no que sempre foi sua forma de governar. Pobres são reprimidos e mortos pra não incomodar e provavelmente serão escravos em presidios privatizados... E assim a tal guerra de classes vai acabar bem para os que já estão sendo privilegiados.
O objetivo disso tudo é o mesmo que impediu o Brasil de iniciar um grande ciclo de desenvolvimento no governo do Jango, quando vivemos um momento propício para um salto de progresso. Havia já um grande projeto para reforma agrária e caso ele tivesse permanecido no governo o país teria tido outro rumo. Mas quem não queria isso? O mesmo país lá do norte que ainda não quer, e a quem esses lacaios querem entregar o que não lhes pertence porque não gostam do seu país. Como diz o PHA, eles sequer conhecem o seu país.
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