COSTELÃO DE NOVILHA

COSTELÃO DE NOVILHA
A PROVA DE QUE APRENDI A ASSAR...

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Situação em Chile - Guerra civil, que temos medo de entabular!


Notícias do Chile
Como muitos já estão acompanhando, há uma verdadeira rebelião popular em curso no Chile. O país que era o exemplo sul-americano de estabilidade e modernidade explodiu.
Quero contar um pouco de como estão as coisas por aqui desde o início da rebelião.
Na semana passada o governo anunciou um aumento da passagem dos ônibus e metrôs de Santiago. O aumento anunciado foi de 30 pesos, mais ou menos 4 centavos de dólar. Um valor irrisório, se não fosse só a ponta do iceberg. No entanto, o buraco é mais embaixo, como dizemos no Brasil.
O Chile foi um dos berços ou laboratórios do que se conhece como neoliberalismo. Aqui, desde a ditadura de Pinochet, todo o plano econômico dos neoliberais da Escola de Chicago foi implementado desde fins da década de 1970. A maioria dos serviços públicos foi privatizada. As universidades públicas são todas pagas. No Brasil, temos a ideia de que algo público é gratuito, mas isso não é assim em vários países. No Chile, uma mensalidade em uma universidade pública pode custar mais do que em uma universidade privada. Como os salários das famílias são muito baixos (mais de 50% da população vive com menos de salário mínimo), as famílias não têm dinheiro para pagar as mensalidades. Isso gerou, há anos, um enorme problema de endividamento dos estudantes e de suas famílias. Aqui, um estudante que termina seu curso universitário e pode passar 10 ou 15 anos pagando os empréstimos que tomou.
A saúde pública também é paga. Não existe um SUS. Os hospitais públicos são caóticos, todos os anos morrem milhares de pessoas nas filas de espera. Quem tem dinheiro para pagar um plano de saúde privado acaba comprometendo grande parte de sua renda nisso, já que os planos não cobrem todos os gastos de atendimento hospitalário, internações, cirurgias, etc. Se uma pessoa fica doente e se salva, seguramente sairá com uma enorme dívida que terá que pagar pelos próximos anos.
Os direitos trabalhistas foram destruídos pela ditadura. A jornada de trabalho é de 45 horas, as férias são de 15 dias, os trabalhadores têm meia hora de almoço. A maioria dos sindicatos não têm nenhum poder de negociação, já que dentro de uma mesma empresa é permitida a existência de muitos sindicatos do mesmo setor (dentro de uma mina, por exemplo, podem existir 20 ou 30 sindicatos). O resultado disso é que os patrões fazem o que querem. A possibilidade de reação dos trabalhadores é pequena. E quando há sindicatos fortes, estão na mão de burocratas que defendem mais os patrões do que os trabalhadores.
Uma das heranças mais nefastas da ditadura é o sistema de aposentadorias. Todo o sistema é privado. A aposentadoria dos trabalhadores é administrada pelas AFPs, Administradoras dos Fundos de Pensão. São empresas privadas que utilizam a enorme quantidade de recursos que é descontada todos os meses dos salários dos trabalhadores para lucrar. O dinheiro das aposentadorias é utilizado para financiar os negócios dos próprios empresários, comprar ações de empresas, etc. Os próprios donos das AFPs, que também são donos de muitas outras empresas, bancos, seguradoras, etc., utilizam esse dinheiro para financiar, com baixíssimas taxas de juros, seus outros negócios. É uma mina de ouro. Esse é o modelo de capitalização individual que Bolsonaro e Guedes quiseram implementar já com essa Reforma da Previdência no Brasil. Ainda não conseguiram, mas o projeto virá logo mais. Trata-se de destruir o sistema público (INSS) para que as empresas privadas administrem o dinheiro acumulado pelos trabalhadores. A lógica das AFPs é nefasta. Essa enorme soma de recursos é investida no mercado. Se há ganhos, isso fica pros acionistas das AFPs, se há perdas, esse dinheiro é retirado da aposentadoria dos trabalhadores. E o pior, a maioria dos trabalhadores se aposenta com menos de 30% do que recebia antes. Isso explica em grande parte o enorme aumento do número de suicídios de idosos na última década.
Nos últimos anos milhões de chilenos saíram às ruas de forma pacífica contra as AFPs e defendendo a volta de um sistema público de aposentadorias (como o nosso INSS). A resposta dos governos (de “esquerda” e de direita) foi fazer promessas e não mudar nenhuma vírgula. Agora, pior, o governo de Piñera (atual presidente) mandou ao Congresso uma reforma que entrega ainda mais dinheiro para as empresas.
Nas principais empresas do país, a exploração é brutal. O Chile é o maior produtor de cobre do mundo. Os mineiros, com um longo histórico de lutas, e suas famílias, sofrem diariamente as consequências mais nefastas da mineração – as doenças pulmonares (como a silicose), doenças musculares, psicológicas, etc. Muitos mineiros trabalham longe de suas casas, em turnos de 10/10 (10 dias de trabalho, 10 de descanso), o que os leva a ter uma dinâmica familiar muito difícil e penosa.
A situação do principal povo originário, os mapuches, é dramática. Há séculos esse povo vem resistindo às ofensivas dos empresários e do Estado para tomar suas terras, que se concentram principalmente na região sul (a mais fértil) do país. Há séculos há uma verdadeira guerra contra os mapuches.
Dito tudo isso, agora podemos voltar ao aumento da passagem.
Na semana passada, então, o governo decidiu aumentar o preço da passagem. Um trabalhador ou uma trabalhadora que toma dois metrôs por dia pode chegar a gastar em um mês, 1/6 do salário mínimo.
O aumento, claro, não foi bem recebido. Nos dias seguintes ao anúncio, muitos estudantes secundaristas começaram a convocar “pulas-catracas” nos metrôs. O movimento se massificou. O governo respondeu dizendo que não ia diminuir o preço da passagem e colocou a polícia nas estações de metrô. Daí pra frente a coisa foi piorando. Muitos vídeos mostram a polícia jogando bombas de gás lacrimogênio dentro das estações, crianças vomitando, mães chorando, policiais empurrando estudantes pelas escadas. Obviamente o efeito dessas ações foi o aumento das manifestações.
Na sexta-feira (18) o governo militarizou completamente as estações, diante das convocatórias massivas dos estudantes. No horário de pico de saída dos trabalhadores, 18h-19h, o governo resolveu fechar as estações para evitar os pulas-catracas. Essa decisão fez com que milhares de trabalhadores não pudessem voltar às suas casas e tivessem que caminhar. Isso gerou manifestações espontâneas em várias partes da cidade. Na sexta a noite, os conflitos mais violentos começaram.
Em todos os bairros começaram os protestos e confrontos com a polícia. De noite, a coisa já tinha se generalizado. Em todas os bairros da capital já havia protestos. As famílias se somaram à juventude. A polícia reprimiu e reprimiu. A revolta tomou um caráter mais violento. Nessa noite, 16 estações de metrô e um enorme edifício da empresa de energia Enel (localizado na principal avenida de Santiago) foram queimados, houve saques em alguns supermercados e barricadas por toda a cidade. A polícia já não conseguia mais controlar as manifestações.
Na noite de sexta-feira, diante de uma enorme rebelião popular, o governo anuncia o Estado de Emergência na cidade, restringindo os direitos a manifestação e reuniões e passando o controle da cidade às mãos de um general. As Forças Armadas são autorizadas a ocupar a cidade. Mais de 300 pessoas são presas.
A intervenção das Forças Armadas jogou ainda mais lenha na fogueira. Aqui há uma enorme raiva de amplos setores sociais contra as Forças Armadas pelo papel que tiveram na ditadura – os milhares de torturados, assassinados e desaparecidos. A maioria dos militares envolvidos nesses casos nunca foi punida.
A noite de sexta-feira foi de conflitos e barricadas. Não sabíamos como iria amanhecer o dia seguinte. A presença das Forças Armadas seguramente intimidaria os manifestantes, pensava o governo. Nada mais equivocado.
No sábado a cidade amanheceu com panelaços e conflitos em praticamente todos os setores populares e alguns bairros de classe-média. Os conflitos agora não eram só com os policiais, mas com as próprias Forças Armadas. Ontem (sábado), os protestos se expandiram para todo o país, de norte a sul, de Arica a Magallanes. O governo decretou estado de Emergência em Valparaíso (cidade portuária com longa trajetória de lutas) e Concepción (uma das principais cidades do sul). Em Santiago, muitos supermercados de grandes empresas (Wallmart, por exemplo) foram saqueados ou queimados. Em um dos incêndios, três pessoas morreram queimadas. Muitas farmácias e grandes lojas foram saqueadas. Sobre os saques, há cenas muito interessantes.
Muitos deles foram protagonizados por famílias e pela população em geral. Em um vídeo que circula pela internet é possível ver um jovem lúmpen que sai carregando uma enorme televisão. Os trabalhadores que organizavam a barricada, ao ver o jovem saindo com a televisão, tomam-na de suas mãos e a atiram na fogueira da barricada. O televisor começa a arder em chamas. Os alimentos saqueados, em vários lugares, foram repartidos pelos trabalhadores presentes nas barricadas.
O processo é totalmente espontâneo e sem direção. Os partidos tradicionais não conseguem controlá-lo. O governo está perdido. Ontem, teve que retroceder e declarou a revogação do aumento da passagem. Ao mesmo tempo, o general encarregado de Santiago, anunciou um toque de recolher a partir das 22h. Nada poderia enfurecer ainda mais a população, que saiu às ruas massivamente após o toque de recolher e passou a noite nas barricadas enfrentando-se com a polícia e o exército. Os protestos ganharam muito apoio popular, apesar da campanha dos grandes meios de comunicação para criminalizar os “vândalos” que estavam queimando os metrôs e saqueando os supermercados. Entre os trabalhadores se armou também um grande debate sobre as táticas que devem ser utilizadas no movimento, já que a destruição do transporte público ou outros espaços públicos seguramente acabará significando uma perda para a própria população. Mas a raiva foi incontrolável.
Os vídeos da brutalidade policial e do exército circulam sem parar. Ontem, a cidade de Valparaíso, uma das mais combativas do país, foi completamente ocupada por tropas do exército. Os conflitos se estenderam por toda a noite de ontem. Muitos panelaços foram realizados de norte a sul do país.
Hoje o dia amanheceu relativamente tranquilo. Alguns ônibus circulavam por Santiago. O aeroporto, no entanto, não funcionou. Muitos voos foram cancelados, o que está gerando um colapso. Logo no início da manhã começaram as concentrações nas praças e outros lugares públicos. Na emblemática Plaza Itália, o conflito com o exército e a polícia não pararam um minuto. Mais incêndios, mais saques, muitas barricadas. O governo novamente anunciou o toque de recolher para as 19h (há duas horas).
Um novo fenômeno começou a aparecer. Grupos armados de traficantes ou relacionados com a própria polícia começam a assustar as populações mais combativas, atacar feiras e outros pequenos negócios. Há notícias de corte de água em vários lugares de Santiago. Os vídeos da brutalidade das Forças Armadas não param de circular. Se ainda não há nenhum assassinado pelas forças militares ou paramilitares, essa é uma possibilidade grande nas próximas horas ou dias.
A fúria popular é enorme e não parece que diminuirá tão cedo. O governo não tem outra resposta além da repressão. Já são 9 mil militares distribuídos pelas cidades ocupadas.
Enquanto escrevo essas linhas, escuto gritos, tiros e bombas ao lado de fora do lugar onde estou.
Bem vindos ao Chile, um oásis de modernidade e estabilidade da América Latina.
Por Ota C Rojas.

quarta-feira, 20 de março de 2019

Mangando com spies.

Pois vejo que meu blog está sendo monitorado por estadounidenses de todo o mundo. Há acessos até de locais não revelados.
Pois bem inventei uma criptografia só minha que apenas os entendidos entenderão.
Não é por nada não, spies, é pra tornar mais divertida essa nossa prosa e dar um pouquinho de trabalho para os software que decodificam mensagens cifradas de interesses escusos.

xyz965az.

O sapo não lava o pé. Não que precise, pois está sempre molhado mesmo, apesar da barba, não tem interésses, mesmo quando quem pega no pé tá com mais chulé que ele. Não tem chulé mesmo que digam de tudo dele. Tem muito girino invejoso que, mesmo não sentindo o odor, diz que ele tem! As cobras tentam enguli-lo, porém com medo de que ele fique maior - infle - mais ainda, só rastejam em sua volta.

Usam para pescá-lo um frog feminino, bonitinha, gordinha, apesar do bigode, mais falsa que nota de 3 pilas. Já tentou ferra-lo trezentas vezes, dizendo que tem chulé.

Mai laiká nóis laika, moni qui é gudi nóis num réve!

Intenderam chulezentos?


terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Constatações -SÓ NA CABECINHA


Para estudos posteriores da nova era colocada para o País Brazil pelo clã Bolsonaro.

Adicionar legenda


CONSTATAÇÕES
Mais de 20 comandante de policias militares ESTADUAIS estiveram reunidos com #bolsonalha. Últimos acertos acerca da repressão generalizada sobre movimentos sociais?

No brasil não há Pena de Morte. Há pena de execuções. Estes dias vi defesas ferrenhas de morte por execução de um marginal que tinha uma garota como refém. Lembro do meu tempo de quartel quanto às instruções de tiro: Sempre para matar.  Não se fazia referência a tiros paralisantes que podem ser disparados de modo a neutralizar ações. Do mesmo modo, todo o treinamento das Polícias é para atingir órgãos vitais. Nesse contexto vem eleitos que comandarão as polícias dizerem que a partir de Janeiro de 2019 (diga-se de passagem, ano santo) os tiros deverão atingir “só na cabecinha”. (https://www.opovo.com.br/noticias/politica/ae/2018/11/a-policia-vai-mirar-na-cabecinha-e-fogo-afirma-wilson-witzel.html)
Lembram-se do Policial Federal que pendurava a foto de Dilma (sua chefe) no lugar de alvo no stand de tiro?
Hoje uma notícia de um julgamento de um “comerciante” que ao ser assaltado, baleou os dois bandidos e não satisfeito, ao serem imobilizados pelo Samu para atendimento matou a sangue frio os dois, tomando a  lei para si numa afronta a tudo que de legal existe.
Outra notícia não espalhada pela grande mídia mas que circula na rede, por morte de um policial seus colegas põe fogo em uma favela em Curitiba. (https://www.tribunapr.com.br/noticias/seguranca/moradores-acusam-policiais-de-causarem-incendio-devastador-chegaram-igual-exercito-e-encapuzados/)
Já dá para ter uma noção do por que não ter andado a investigação da morte de Marielle que foi executada  por uma das milícias do Rio de Janeiro. Alie-se ao fato de que apoiadores da campanha da família #Bolsonalha foram presos por pertencerem a essas quadrilhas.
Campanha aberta com patrocínio da Taurus para armarem a população.
Um conselho de amigo. Se não quiseres morrer na mão de um #bolsonalha, compra um revolvinho e faça curso de tiro pois a coisa vai encrespar a partir de Janeiro de 2019!

Post scriptum: acelerem com o curso e com a compra da arma. Já estão entre nós os bandidos com perfil americanos que matam inocentes e depois se matam. Começaram cnotra a igreja católica e estudantes.
Com certeza em breve voltaremos com novas notícias pertinentes.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Perderemos

Mas voto em Haddad mesmo assim!

Quem pagou a conta do golpe, está "lixando-se" para quem ganhar o 2º turno das eleições no Brasil!
Quem ganhar não faz a menor diferença para os planos de colonialismo já instalado no País. Senão vejamos enquanto discutíamos elenão e elesim, a propriedade de 70% do pré-sal  passou para mãos estrangeiras por "merreca".

E la nave vá.

Se ganhar elenão, continua a mesma coisa para os patrões. Ainda irá a Amazônia diretamente para Tio Sam de inhapa. Ficará pior no social. Os aidéticos que se virem ou algo assim. Pra que leis que protejam minorias? Fico em dúvidas se o fuzilamento dos Petralhas será executado com presencial do presidente em um ato único ou será paulatino com uma cota por Mês e amigos dos mesmos apontando quem serão as vítimas afinal estamos em crise e o preço da bala extrapola o preço de um petralha. O quadro para nós é o pior possível. Pobre não terá vez.
Só terão vez os pobres que, como o presidente, teve mérito: aposentou-se pelo exército que, idêntico ao judiciário, "pune" malfeitos com aposentadoria nababesca. As nossas aposentadorias serão dificultadas e já para depois das eleições para que não pareça que seja coisa sua.

Se ganhar elesim, haverá alguns percalços, que a tropa de choque eleita pelos nazistas em todo o pais, matará no peito e sem deixar cair fará o gol e correrá para o abraço de quem puxa as cordinhas. Será uma vitória de Pirro se não tiver o jogo de cintura do mestre Lula. Por cima de tudo isso, mesmo sem ser sua culpa, como Dilma, ficará a pecha de mau governante e confirmará que PT nunca mais.

Em fim se pularmos da frigideira caímos no fogo.

Mesmo assim luto pelo que acho de melhor!

(PS: Esse é o verdadeiro tamanho do PT. O que tíhamos nos outros anos era o tamanho do projeto do PT precisamos aumentar a base de qualquer jeito!)

FICA MEU BRADO: SPY GO HOME

sábado, 6 de outubro de 2018

Tem dedo da CIA nas Eleições do Brasil



Marcelo Zero
O crescimento do fascismo bolsonarista na reta final, turbinado por uma avalanche de fake news disseminadas pela internet, não chega a surpreender.
Trata-se de tática já antiga desenvolvida pelas agências americanas e britânicas de inteligência, com o intuito de manipular opinião pública e influir em processos políticos e eleições. Foi usada na Ucrânia, na “primavera árabe” e no Brasil de 2013.
Há ciência por trás dessa manipulação.
Alguns acham que as eleições são vencidas ou perdidas apenas em debates rigorosamente racionais, em torno de programas e propostas.
Não é bem assim.
Na realidade, como bem argumenta Drew Westen, professor de psicologia e psiquiatria da Universidade de Emory, no seu livro “O Cérebro Político: O Papel da Emoção na Decisão do Destino de uma Nação”, os sentimentos frequentemente são mais decisivos na definição do voto.
Westen argumenta, com base nos recentes estudos da neurociência sobre o tema, que, ao contrário do que dá a entender essa concepção, o cérebro humano toma decisões fundamentado principalmente em emoções. O cérebro político em particular, afirma Westen, é um cérebro emocional. Os eleitores fazem escolhas fortemente baseados em suas percepções emocionais sobre partidos e candidatos. Análises racionais e dados empíricos jogam, em geral, papel secundário nesse processo.
Aí é que entra o grande poder de manipulação pela produção de informações de forte conteúdo emocional e as fake news.
Os documentos revelados por Edward Snowden comprovaram que os serviços de inteligência dos EUA e do Reino Unido possuem unidades especializadas e sofisticadas que se dedicam a manipular as informações que circulam na internet e mudar os rumos da opinião pública.
Por exemplo, a unidade do Joint Threat Research Intelligence Group do Quartel-General de Comunicações do Governo (GCHQ), a agência de inteligência britânica, tem como missão e escopo incluir o uso de "truques sujos" para "destruir, negar, degradar e atrapalhar" os inimigos.
As táticas básicas incluem injetar material falso na Internet para destruir a reputação de alvos e manipular o discurso e o ativismo on-line. Assim, os métodos incluem postar material na Internet e atribuí-lo falsamente a outra pessoa, fingindo-se ser vítima do indivíduo cuja reputação está destinada a ser destruída, e postar "informações negativas" em vários fóruns que podem ser usados.
Em suma:
(1) injetar todo tipo de material falso na internet para destruir a reputação de seus alvos; e (2) usar as ciências sociais e outras técnicas psicossociais para manipular o discurso on-line e o ativismo, com o intuito de gerar resultados que considerados desejáveis.
Mas não se trata de qualquer informação. Não. As informações são escolhidas para causar grande impacto emocional; não para promover debates ou rebater informações concretas.
Uma das técnicas mais usadas tange à “manipulação de fotos e vídeos”, que tem efeito emocional forte e imediato e tendem a ser rapidamente “viralizadas”. A vice Manuela, por exemplo, tem sido alvo constante dessas manipulações. Também Haddad tem sido vítima usual de declarações absolutamente falsas e de manipulações de imagens e discursos.
A abjeta manipulação de imagens de “mamadeiras eróticas”, que estariam sendo distribuídas pelo PT, é uma amostra de quão baixa pode ser a campanha de “truques sujos” recomendada pelas agências de inteligência norte-americanas e britânicas.
Muito embora tais manipulações sejam muito baixas e, aos olhos de uma pessoal racional, inverossímeis, elas têm grande e forte penetração no cérebro político emocional de vastas camadas da população.
Nada é feito ao acaso. Antes de serem produzidas e disseminadas, tais manipulações grosseiras são estudadas de forma provocar o maior estrago possível. Elas são especificamente dirigidas a grupos da internet que, por terem baixo grau de discernimento e forte conservadorismo, tendem a se chocar e a acreditar nessas manipulações grotescas.
Na realidade, o que vem acontecendo hoje no Brasil revela um alto grau de sofisticação manipulativa, o que exige treinamento e vultosas somas de dinheiro. De onde vem tudo isso? Do capital nacional? Ou será que há recursos financeiros, técnicos e logísticos vindos também do exterior?
É óbvio que isso demandaria uma investigação séria, a qual, aparentemente, não acontecerá. Só haverá investigação se alguém da esquerda postar alguma informação duvidosa.
O capital financeiro internacional e nacional, bem como setores do empresariado produtivo, já fecharam com Bolsonaro, no segundo turno. Boa parte da mídia oligárquica também. O mal denominado “centro”, na verdade uma direita raivosa e golpista, ante a ameaça de desaparecimento político, começa, da mesma maneira, a aderir, em parte, ao fascismo tupiniquim, tentando sobreviver das migalhas políticas que poderiam obter, caso o Coiso e Mourão, o Ariano, ganhem.
Trata-se, evidentemente, do suicídio definitivo da democracia brasileira e de uma aposta no conflito, no confronto, no autoritarismo e no fascismo, o que levaria a economia e a política brasileiras ao profundo agravamento de suas crises.
Contudo, esse agravamento da crise político-institucional e econômica, que inevitavelmente seria acarretado pela vitória do protofascista Bolsonaro, poderá ser útil aos interesses daqueles que querem se apossar de recursos estratégicos do país e de empresas brasileiras.
O caos e a insegurança podem ser úteis, principalmente para quem está de fora. Vimos isso muitas vezes no Oriente Médio. No limite, o golpe poderá ser aprofundado por uma “solução de força”, bancada pelo Judiciário e pelos militares. Desse modo, seria aberta a porteira para retrocessos bem mais amplos que os conseguidos por Temer. Retrocessos principalmente do ponto de vista da soberania nacional.
Do ponto de vista geoestratégico, o prometido alinhamento automático de Bolsonaro a Trump, seria de grande interesse para os EUA na região. Como se sabe, a prioridade estratégica atual dos EUA é o “grande jogo de poder contra China e Rússia”, entre outros. Bolsonaro, que já prometeu doar Alcântara ao americanos e privatizar tudo, poderia ser a ponta de lança dos interesses dos EUA na região, intervindo na Venezuela e se contrapondo aos objetivos russos e chineses na América do Sul.
Por isso, parece-nos óbvio que há um dedo, ou mãos inteiras, de agências de inteligência estrangeiras, principalmente norte-americanas, na disputa eleitoral do Brasil. O modus operandi exibido nessa reta final é idêntico ao utilizado em outros países e demanda recursos técnicos e financeiros e um grau de sofisticação manipulativa que a campanha de Bolsonaro não parece dispor.
A CIA e outras agência estão aqui, atuando de forma extensa.
Cabe às forças progressistas se contrapor, de forma coordenada, a esse processo manipulativo. E a resposta não pode ser apenas contrapor racionalidade ao ódio manipulativo. A resposta, para a disputa do cérebro político, tem de ser também emocional.
O ódio anti-PT, antiesquerda, antidemocracia, antidireitos, anti-igualdade etc., que anima Bolsonaro e que foi criado pelo golpismo e sua mídia fake, tem desse ser combatido pela projeção de sentimentos antagônicos, como esperança, amor, solidariedade, alegria e felicidade.
Eles projetam um passado de exclusão, violência e sofrimentos. Nós temos de projetar um futuro de segurança e realizações.
Quanto à campanha sórdida de difamação e manipulação, orientada de fora, o nosso lema deve ser o mesmo de Adlai Stevenson, o grande político democrata dos EUA, que propôs ao republicanos: “Vocês parem de falar mentiras sobre os Democratas e eu pararei de falar a verdade sobre vocês”.
O Coiso, Mourão, o Ariano, e a “famiglia” Bolsonaro só falam aberrações chocantes, devidamente comprovadas. Não são fake news. Assim, basta expô-los a sua própria verdade. Derreterão como vampiros na luz do sol.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Chasque para Dom Rene Beck



Pois recebi um chasque de um primo que há muito não vejo. Me inticou na verdade. Mas os tempos mudam com o passar da idade. Os gostos ainda permanecem. O que o tino gosta, o corpo não acompanha. Aí pra responder peguei uns versos soltos e quebrei umas rimas mal tiradas..


O Chasque do Primo


"Gaúcho que é gaúcho
Usa camisa sem manga
E não tem medo do frio
Só toma banho de sanga
Gaúcho nunca foi friolento
Isto é pura verdade tchê
Perguntem pro Joel Bento" Renê Beck

E o RETRUCO.

Eu sou Joel e sou Bento.
E como "arve" sou metido a Carvalho...
Não tenho medo da chuva,
Do frio que vem com ela.
Eu respeito muito o vento
Que espalha cheiros e pólem.
De quando em vez se altera
Se encanzina e embrabece,
Se tornando um portento
levando tudo por diante.

Mas vento pode ser frio,
Vindo do Pólo ou da montanha
Trazendo geada ou neve.
Mas como gáucho americano
O seu assobio
Ajudou-me a temperar
A têmpera do meu corpo.
Aguentei muitos laçaços
Da natureza na  Campanha,
Pescando, na lida ou passeando...

Hoje madrugada alta,
Olho o fogo de chão,
Que muitos chamam lareira,
Embevecido, as danças das labaredas!
Quantos fogos, acampamento,
Churrascos baguais em campo aberto,
Agora nem chego perto,
Passo longe dessas cosas,
Desse frio que é meu tormento.

Já fui qüera destemido
De tomar banho pelado
Em açudes do meu pago.
Lembro duma vez
Que até gelo foi quebrado
Quando me atirei de bico.
Não faço mais, abedico
Das façanhas de antanho.
Não me ache acovardado,
É a saúde de pouco tamanho.

Então, primo, estimado,
Parafraseando humorista,
"Me inclui fora dessa"!
Me deixa quieto no canto
Que escolhi pra viver,
Tem lago, mato, bailanta,
Tem tudo pro meu encanto!


terça-feira, 5 de junho de 2018

E agora José?


Sabemos dos truques feitos nos arquivos de pelo menos uma empreiteira. 
Sabemos das malandragens de empresas fantasmas que corroboraram uma sentença.
Sabemos que não houveram "corpo de delito" ou objeto do dolo.
Sabemos que há um conluio com forças armadas, STF, Mídia e TUDO numa suruba magistral falada abertamente por um Senador e nada aconteceu.
Sabemos que é golpe.
Sabemos que muitos países sabem que é golpe.
Sabemos que juristas internacionais e pessoas influentes sabem que é golpe, que Lula é preso político.
Sabemos o que até as pedras sabem E NÃO FAZEMOS NADA?
Sabemos que os candidatos que buscam ser eleitos, esquerda, centro, direita, estão olhando seu próprio umbigo. Lula que fique por lá!
Sabemos que os adversários (direita, centro, esquerda) de Lula não movem um dedo para sua soltura POIS NÃO LHES INTERESSA FICAR DE COADJUVANTE NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES. Não conta usar camiseta. Falo de dedo em riste na cara do STF venal. Boca no trombone na mídia denunciando. Ações proativas que resultem de fato em resultados.

Por fim, HOJE, TODAY, soubemos que o que suspeitávamos das delações, é realidade. Que faremos?

E agora José? Uma CEPEIH? com o congresso que armou, planejou, se abasteceu do golpe?

E agora José? Quem, se a CPI passar e for aprovada na totalidade, irá pendurar o guizo no juiz larápio?

E agora José? Vamos ou não pra rua para embasar qualquer atitude mais corajosa dos nossos líderes?