COSTELÃO DE NOVILHA

COSTELÃO DE NOVILHA
A PROVA DE QUE APRENDI A ASSAR...

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

O DESGOVERNO DO SARTORÃO POLENTEIRO CONVERSADOR




Já dizia Carlos Nobre – humorista do complexo midiático RBS – “De onde menos se espera, daí mesmo que nada sai!”

Há uma ano publiquei isso sobre o RIO GRANDE DO SUL. Nada mudou desde então, exceto que muito mais coisas se confirmaram dentre as que afirmávamos que iria acontecer. O desgoverno do Sartorão Polenteiro Conversador, usando seu porta-voz oficial RBS, implantou o caos na segurança pública (assim como fizeram propaganda da inflação até que conseguiram que todos os setores aderissem sem motivo aparente, fizeram das brigas entre gangues o laboratório para que os bandidos se sentissem a vontade para partir para o banditismo generalizado.) para justificar a alienação de bens públicos de alto valor sem uma contrapartida eficaz. (quanto vale, pela localização, o prédio da Fundação de Recursos Humanos?) Acerto de contas da campanha?

2 de setembro de 2015 ·

RSUrgente
Marco Aurélio Weissheimer
Pérolas aos Porcos(meu título)
Em meio à crise provocada pelo parcelamento e atraso no pagamento dos salários dos servidores públicos do Rio Grande do Sul, muita gente tem se questionado sobre qual foi mesmo o programa apresentado por José Ivo Sartori na campanha eleitoral de 2014. Para reavivar um pouco essa memória, seguem dez reflexões apresentadas pelo governador no período eleitoral, quando anunciou a intenção de implementar um novo modo de fazer política no Estado. Com a palavra, José Ivo Sartori…
1. Primeiro, vamos ganhar a eleição, vamos montar uma equipe e vamos governar bem.

Meu pitaco. Isso e nada é a mesma coisa, como se os outros não quisessem fazer também. Desejo não é plano de Governo. Por ex.: "Eu quero governar bem" - desejo. "Eu quero governar bem fazendo isso, aquilo e aquele outro pois o estado está assim e assado" - Plano com objetivo claro e definido que proporciona ao eleitor efetuar uma escolha e não satisfazer um desejo do candidato!

2. Na educação, a primeira questão é fazer uma boa conversa, um grande diálogo com todos os professores, porque a gente sabe que a educação serve para todos os setores e para todos os fatores da vida da população.

Meu pitaco: Já mostrou aí que queria engambelar todo o mundo. É o que está fazendo pedindo a compreensão que ele não tem. Saber que é importante todos sabemos. Fazer que seja importante é outra coisa...

3. Fazer a manutenção das escolas, fazer, por exemplo, instalar de que aquele professor que vai concorrer a diretor de escola, ele tenha um pré-requisito básico de fazer curso de gestão antes. Se o professor não estiver valorizado e a família não estiver junto, alguma coisa vai faltar na educação.

Meu pitaco: A manutenção física das escolas é o básico dos básicos. Muito boa a intenção de pedir o pré requisito. Todos terão cursado gestão escolar? Ou será direcionado? Que que a família do professor tem a ver com uma boa educação? Me lembra muito o valor anacrônico que a maçonaria dá a família, mas não deixa as mulheres participarem. Normalmente é de fachada! Valorização como?

4. Como é que se faz a valorização do professor? Primeiro, ele ganhando bem. Em segundo lugar, ele poder se capacitar permanentemente.

Resposta do item 4, meu pitaco: Ganhando bem e lança a suspensão dos aumentos já acordados. Ganhando bem e sem perspectiva de melhora salarial nos próximos anos. Provavelmente aumentando somente no último ano de governo visando a reeleição... Sem dinheiro, cadê os cursos? Não paga nem o salário!

5. Nossa campanha é politizada, esclarecida e, tanto é verdade, que a gurizada das redes sociais me trouxeram e me tornaram conhecido no Rio Grande do Sul todo.

Meu pitaco: qual a campanha política não é politizada? Esclarecida? Nem tanto, foi baseada no ódio ao PT! Com muito dinheiro faço gurizada (robots) me fazerem conhecido até na Conchinchina e isso é ser melhor que os outros?

6. Quando se coloca o retrovisor, não é olhar só para trás no mal feito, tem que olhar no que foi bem feito também.

Meu Pitaco: Aqui nesse item e diz a que veio. Ele acha que aumentar a dívida em 122%, comprometer 13% do orçamento do estado com o pagamento dela, vender estatais e arrochar salários, é o suprassumo de gestão que foi feito quando foi protagonista das malvadezas de 1997/98...


7. Conter os gastos. Como? Cuidar das despesas, nas coisas que são inúteis, uma viagenzinha em demasia, etecetera daqui, etecetera de lá…Tem que poupar. Não pode se mexer naquilo que é importante para a vida das pessoas.

Meu pitaco: profundo e esclarecedor. Não se mexeu no que é importante para certas pessoas: Legislativo de que precisa para implantar a terra arrasada e Judiciário para não sofrer percalços. Inclui-se nisso alguns secretários chave. O resto é o resto. Umas são mais iguais que as outras.

8. Precisamos recuperar a auto-estima dos professores, recuperar a escola com o ambiente de convivência boa. E que o aluno se sinta bem e que possa também se sentir protagonista de um novo mundo e de uma nova realidade.

Meu pitaco: a realidade que se esboça, é a pior possível. Os alunos perdendo aulas interrompidas a todo momento, sem continuidade. A auto-estima dos professores abaixo do cu do cachorro e a convivência entre os que apoiam e desaprovam cada vez mais beirando o caos...

9. A primeira questão é cuidar o cofre. A segunda questão é gastar bem, gastar onde precisa para a sociedade. Um governo austero e com gestão precisa ter transparência e não olhar apenas para a renegociação da dívida como ela está colocada hoje no Senado Federal.

Meu pitaco. Até hoje não vi prestação de contas que me dê condições de aceitar ou não a falta de dinheiro. Falando em gastar bem o que foi aquilo da caravana da pobreza por todo o Rio Grande? Sem falar nos deslocamentos regionais pagos por municípios para ouvirem a ladainha de que o Tarso afundou o estado? Não foram pagas as diariazinhas das viagenzinhas aos secretariozinhos?

10. Arrecadar mais é possível sem cobrar imposto novo. È preciso ter eficiência, é preciso ter desenvolvimento. Queremos fazer um governo que funcione, que ofereça uma boa saúde, educação e segurança para a população, e que não atrapalhe aquilo que está dando certo no Rio Grande do Sul.

Meu pitaco:
Essa é a grande balela. Os financiadores de campanha não permitirão que se cobre as sonegações. Vai empurrar com a barriga. Já conseguiu esculhambar com o pouco que tínhamos nesta três áreas... Aliás até nisso não mentiu. Não terá imposto novo. Terá alíquota nova!

domingo, 28 de agosto de 2016

DOIS GOLPES E UMA VIDA NO ENTREMEIO!



Da maçaroca golpista que durou da morte de Getúlio Vargas ao golpe de 1964 restou-me o conhecimento mas não uma verdadeira noção do que se tratava. Imaturo e sem todas as informações, não alcancei o verdadeiro sentido das palavras de meu pai quando da Legalidade. –“ Se houver revolução vou enganjar!”

 Um velho com esclerose múltipla, problemas mil no coração que o levaram à morte em 1963 e ainda com espírito legalista que se propunha pugnar por um ideal.

1964, 1965, 1967, 1968 perdidos em estudar, cumprir o dever com a pátria servindo ao exército e lutar por um lugar ao sol em uma cidadezinha do interior do RS.

1969 transferência para Porto Alegre para encetar a luta da sobrevivência na Selva de Pedra e iniciando a ter noção do que realmente ocorria no cenário político. Essa luta pela sobrevivência aplacavam meus pruridos de estar na linha de frente. Mal sabia eu que quem estava na linha de frente encontrava meios de subsistir. Acho que faltou oportunidade de encontrar quem pudesse mostrar o caminho. A impotência frente aos desmandos, frente a falta de democracia, frente aos crimes cometidos, preponderou neste período. Intimamente, repetia para mim mesmo vai passar, sobreviveremos para ter uma nação com projeto de nação para todos e não para os donos do bolo que nunca foi repartido.

Veio a esperada abertura e uma nova Constituição foi elaborada. Se não a ideal, pelo menos com perspectivas de ter uma cidadania em forma de Lei.

Continuávamos com sérios problemas econômicos e sem perspectivas de políticas que favorecessem o povão. A cada plano os miseráveis tornavam-se mais miseráveis e mesmo com o decantado plano Real, as galés continuaram a ser tocadas pelo populacho com bancos e investidores estrangeiros navegando em polpudos lucros.

Veio 2003 e achei que tínhamos finalmente alcançado o status de Nação na verdadeira acepção da palavra. Não interessa quem fez. Interessa o script. Trazia ares de que finalmente poderíamos ter uma nação desenvolvida.

13 anos depois o retrocesso. Voltamos ao tempo do Carlos Lacerda refugiar-se na Cuba que ainda era americana: lutando para sermos independentes mas sufocados pelas forças não mais ocultas que mataram Getúlio.

Estou como meu velho pai. Sem um soma capaz de bravuras braçais mas com espírito extremamente legalista e com propósito de lutar,  com as forças do meu intelecto, pela volta da legalidade!

Não sei qual será o desfecho do Impedimento da Presidenta Dilma. O jogo de cartas marcadas tem cacife muito alto e corrompeu os principais alicerces da democracia. Temos batalhas muito árduas pela frente e mesmo com o não impedimento, o cenário é horrível. A democracia está nas mãos de bandidos de todas as instituições que integram a República. Para onde que se olhe há garras afiadas.

Mas como disse o laranja maior do golpe: Deus tenha pena deste país!

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

ENTRE AS ONDAS E A ROCHA, OS MARISCOS!


 
Passei por várias profissões, mas duas delas me deram um foco na área trabalhista de empresas conceituadas no RS: Chefia de Administração de Pessoal e Analista de Sistemas. Entre as empresas: Siderúrgica Riograndense e Metalúrgica Gerdau, ambas do Grupo Gerdau onde me formei como um Administrador de Pessoal. Piratininga formada pela associação da Massey Fergusson e Máquinas Piratininga  de São Paulo. Posteriormente Procergs como Administrador de Pessoal e Analista de Sistemas em folhas de pagamento.

Além do saber acadêmico buscado em universidades por onde passei, tive, portanto, uma grande bagagem prática. Desta Teática poderia trazer inúmeros acontecimentos sobre dia a dia de um setor de pessoal e os relacionamentos empresas x empregados na Justiça do Trabalho, mas me atenho a um que retrata bem o que representa a supressão dos direitos trabalhistas.

Aconteceu na Procergs. Contarei apena o milagre, não direi o nome do Santo e nem época em que ocorreu pois não tenho a permissão dos outros envolvidos no evento. Era época pré-campanha de Dissídio coletivo e fomos para uma reunião marcada pelo Gerente de Recursos Humanos com o Diretor Administrativo. Relatamos o que havia sido pedido pelo Sindicato dos Trabalhadores e lhe entregamos um rol de itens que já eram concedido pela empresa e que poderiam constar de um acordo. Outro rol de itens que poderiam ser concedidos com contraproposta a ser formulada pela Diretoria da Empresa. Uma exclamação genuína de desagrado bem ao gosto de quem representa as empresas: “Vocês de RH sempre puxando a brasa para o lado dos funcionários!”.

O meu gerente ficou calado e diante disso, não me contive e repliquei: “É exatamente o oposto do que pensam os empregados que acham nossa postura pró-empresa! Ficamos como mariscos entre o mar e as rochas!”

É bem isso que representa a nossa Consolidação das Leis do Trabalho a conhecidíssima CLT: a almofada entre os empregados e as empresas.

É muito bonito dizer que com a flexibilização das Leis do Trabalho fazendo com que os acordos sindicais se sobreponham às normas da CLT é um avanço, que as forças são iguais, que todos ganham e etc, etc, etc... Muito bonito mas uma falácia pois os poderes de uns e outros não se equivalem. Só um exemplo: num primeiro momento as empresas promovem pelegos como dirigentes sindicais (Força Sindical). Num segundo momento colocam como cláusula inegociável a retirada do direito de greve. Aprovado isso, foi-se a equidade de forças e aprova-se o que se quer, sem choro nem velas. Vide o que aconteceu nos States com os sindicatos, só para trazer um exemplo de um país que os liberais aceitam.

Perderemos todos com a flexibilização da CLT. Um exemplo do que acontecerá quando as empresas quiserem implantar algo é o que acontece atualmente no País nessa política golpista financiada pelas... Empresas!

domingo, 10 de julho de 2016

A Inquisição retratada no Filme: As sombras de Goya


 


Este filme retrata uma das maiores tragédias da humanidade: a Inquisição. Assolou toda a Europa. Ceifou vidas em quantidades maiores que o Holocausto. Em manobras encobertas pelos próprios inquisidores, promoveu uma diáspora ainda não repetida (talvez essa do Oriente chegue perto) no mundo com a migração de judeus para muitos lugares inclusive o Novo Mundo (Américas).

Ele retrata os meandros da Ditadura Religiosa onde quem tinha alguma pendenga com alguém denunciava e esse alguém desaparecia nas masmorras sem julgamento justo. Os julgadores eram os inquisidores, os acusadores e os determinadores das penas, ao mesmo tempo.

Falsidades, compadrios, justiça corrompida, perseguições contra inimigos políticos, governantes venais, dinheiro à rodo trocando de mãos em negociatas espúrias...

Preciso dizer que em tudo está se parecendo com a situação Brasileira?

domingo, 5 de junho de 2016

Um belo domingo sem sol!


Umbigo do mundo no dia 05 do mês de Junho do ano santo de 2016. Nos dias corridos da natureza mais ou menos 43.395.678.901.202.578.950.300.000.001.002.003. Com desvio para mais ou para menos de 200.000.005.004.005, conforme o telescópio que se olhe e o instituto de pesquisa!
Tenho escrito sobre coisas climáticas estranhas nestas terras perdidas do meu Paraíso umbilical mundial.
A primeira delas é que descrevi nos anos perdidos de 2011. Pois estava esperando que o INSS me desse meu júbilo depois de muitos e muitos anos de diversos trabalhos intelectuais. Como não vinha e estava em terras estranhas que não tinha muto trabalho com o uso da cachola, tive que encarar o trabalho braçal. Não muito pesado, que para trouxa não sirvo, mas que demandava certo esforço físico. Era cuidar de um sítio pequenino com uma horta, uma pequena lavoura, gansos, galiinhas, cães e duas cabras leiteiras. É sobre elas que, neste encarreiramento de letras e estórias, descrevo uma delas. Certo dia já quando eram quase 10 hs da manhã, quando a patroa me pegou no pequeno estábulo com uma fogueirinha e uma das cabras que estava aleitando por cima do fogo. O que é isso seu Joele? Pos dona Fulana to tentando ordenhar essa guampuda desde as 06:00 hs e não consigo por causa do frio. Passei pelo termômetro do Sicredi quando vinha para cá e estava menos dez graus. Cheguei aqui e não deu outra o úbere da dita cuja tava congelado. Fiz de tudo e só  agora que consegui que ela ficasse sobre a fogueira . Está quase no ponto. Fui demitido.
Outra aconteceu quando já estava morando na casa atual. Fogão à lenha à toda na madrugada. Deixamos uma chaleira de água em cima do fogão de modos a ter água quente se precisasse. Madrugada alta, acordo com um barulho estranho. Prá, prra, prá, pá fiss, fiss,  fiss, fiss.  Prá, prra, prá, pá fiss, fiss, fiss, fiss.  Prá, prra, prá, pá fiss, fiss, fiss, fiss. Peguei o facão que guardo debaixo da cama e saí pé ante pé. Sem fazer barulho cheguei à cozinha e liguei a luz de vereda. Pois na minha cozinha uma lição de física que físico nenhum conseguiu fazer ao mesmo tempo: a água no estado líquido na chaleira, evaporava no estado de vapor, subia meio metro, pegava frio, congelava no estado sólido e caía na chapa quente. Daí derretia novamente, subia, congelava, caía, descongelava, subia...
Pra terminar, por enquanto, hoje, dia natural 43.395.678.901.202.578.950.300.000.001.002.003 aqui no umbigo do mundo, tava tão frio, mas tão frio, mas tão frio, que desisti de fazer meu churrasquinho no fogo de chão no quintal. Explico. Criou-se durante a noite/madrugada uma cerração (gauchês= neblina, fog) tão densa que não se via absolutamente nada além de vultos até um metro de distância, depois disso um vazio de imagem. Como a temperatura despencou, congelou aquela cerração ficando como aquela neve branca que cria nas geladeiras antigas. Até tentei cortá-la com o facão, com a máquina de cortar grama com fio e com o secador de cabelo. Em vão. as duas primeiras só trocavam de a neve de lugar. A terceira, o secador, derretia fazia um buraquinho de nada e a água que escorria, formava gelo sólido, não mais a nevezinha. Uma barbaridade tchê!

terça-feira, 10 de maio de 2016

De fábulas. La Fontaine e o Lobo e o Cordeiro

De fábulas.
Gosto de fábulas. La Fontaine foi exemplar com elas. Situava bem o mote entre seus personagens e desde pequeno trago seus ensinamentos arquivados na cachola. Cedo  iniciado nas letras por minha mãe, tínhamos no livro Seleta em Prosa e Verso uma gama enorme de contos, estórias, poesias e fábulas. A fábula tem o dom de "desenhar" o que se afirma.
Uma que gosto, pois que se aplica a todas as relações da sociedade, é a do Lobo e do Cordeiro. Quem não a leu veja aqui http://pensador.uol.com.br/frase/ODEwMzk1/ .
O ensinamento, o adágio, a sabedoria que transmite nos faz entender muitas injustiças que ocorrem, ocorreram e irão ocorrer no transcurso de nossas vidas...
- A razão do mais forte é sempre a melhor.
- Contra a força não há resistência.
- Contra a força não há argumentos.
Há vários tipos de força. A que vem de argumentos. A que vem da Justiça. A que vem do Voto. A que vem dos canhões. A que vem de Leis. A que vem do dinheiro. A que vem do fisico. A que vem da chibata. A que vem da informação! A que vem de agentes externos de quem está digladiando. A força da traição! A força que vem das ruas!
Força é uma energia. Nem boa nem má, vai  depender no que vai ser empregada e por quem a emprega. Acrescentaria o motivo também e isso vai qualificá-la de boa ou má!
Dito isso, olhemos o que acontece no Brasil nesse momento. No dizer da Presidenta, com muita propriedade, como sempre, ao saber do movimento de suspensão pelo presidente da   Câmara, afirmou: "muita cautela nessa hora, pois sabemos que a política tem suas manhas e artimanhas!". Sábias palavras. Na madrugada foi suspensa a suspensão, numa clara demonstração que as forças, primeiro, colocaram aos agentes do GOLPE, que podiam ser levantadas outras forças e segundo, os agentes do Golpe demonstraram a sua força real.
Tínhamos e temos a FORÇA do voto. Foi uma eleição limpa em que as contestações dos perdedores deu-lhe mais lisura. Foram tentativas vãs de sujarem-na.
Seguiram-se ações em que a FORÇA da (des)informação odiosa, minou política e econômicamente o segundo governo da Presidenta.
Neste contexto, os aproveitadores de sempre fizeram o que sempre fazem: aproveitaram-se da opinão publicada e sem qualquer resquício moral, movimentaram os preços de produtos que não sofriam desabastecimento ou falta de safra suficiente. Não havia e não há motivo algum para que os preços se acelerem. Aliás as medições, conforme publicação recente, de inflação dos EUA, não contemplam energia e nem hortifrutigranjeiros, por isso a inflação de lá são tão baixas.
Puxadas por campanhas midiáticas tentaram colocar a FORÇA das ruas para começar a embasar pedido de impedimento. Sem mídia, os movimentos populares se agigantaram a ponto de sua FORÇA se sobrepuseram ao movimento elitista, tanto que vexados, no dia de ontem 09.05.2016, não havia ninguém para protestar contra o primeiro ato do presidente da Câmara dos Deputados. No dia 10.05.2016 os Movimentos Populares mostraram sua FORÇA e paralizaram por duas horas a movimentação rodoviária em vários estados.
Diz-se de boca pequena e de viva voz de um deputado - Paulinho da FORÇA - que dinheiro para o impedimento não faltaria. A FORÇA do dinheiro falou alto e grosso. Juntou-se à FORÇA da traição - a mais vil de todas e estamos em vias de perder nosso direito de escolher governantes da maneira mais saudável
Sei que ainda podemos buscar a FORÇA da Justiça mas... será que não foi subjugada pela FORÇA do dinheiro?
Todas essas FORÇAS não teriam sido contaminadas pela FORÇA externa que visam nosso petróleo e, consequentemente, nosso eterno enquadramento no Futuro que nunca virá?
A semente de um País justo e desenvolvido já foi lançada.
Teremos a FORÇA DAS RUAS PARA CONTRAPOR ESSAS FORÇAS ESPÚRIAS?
Tenho dúvidas. Já há movimento dos lados dos militares para um lado que lastreou o golpe de 1964.

A FORÇA BRUTA DAS ARMAS SE SOBREPORÁ AS FORÇAS DA RAZÃO e tal qual a fábula seremos imolados por mais 21 anos.

Infelizmente.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Potencial assassino em série



1 - Apresentação.
Sempre tive coceiras em escrever. Sobre todos os assuntos. Fiz incursões na prosa em curtos contos. em poesias com versos quebrados. Em fundamentação social e política, até em esclarecimentos de um que outro quiprocó jurídico. Não havia incursionado, ainda, na ficção. Daquelas de dar arrepios. Das que, se torcer as páginas, vertem sangue.
Dependendo do viés do leitor, será sangue de inocentes e o executor, será um assassino.
 Mas poderá haver quem ache que tudo foi legítima defesa e o executor, será um herói.
Como tratarei estritamente como ficção, tudo, absolutamente tudo, inclusive os malfeitos imputados aos que sossobraram, inclusive o executor, são criados na minha cachola e são meras coincidências se houverem paralelos de nomes ou atos, situações, etc.
Mas se alguém se sentir de alguma forma atingido, fica desde já a minha defesa, já que eficiente perante a Suprema Corte de Justiça da República Federativa do Brasil:
Minhas sinceras excusas aos ofendidos!

2 - O Executor.

JB Carvalho estava aposentado e sem absolutamente alguma coisa de útil para fazer pelo  bem da sua pátria, sua família, seus amigos, enfim alguma coisa boa pra servir a coletividade como um todo.
Vivia de sua aposentadoria que não era pouca nem tampouco muita, não lhe sobrando  haveres que pudessem fazê-lo sair da letargia.
O leitor sabe que sem o bendito dinheiro, bufunfa, money, plata, dólar, real ou pila, nada se faz. A paz de onde morava consistia em ter pouco do "faz-me rir" e frugalmente vegetar em paraíso natural. Mas tinha ímpetos. Maus e ou bons ímpetos - depende do ângulo que se aprecie. Tinha-os. Lutava contra eles, mas até nem lutava muito, pois sabia que os limites impostos pela sua situação econômica nunca conseguiria colocá-las em prática.
Desde novo tinha boa pontaria mas de nada lhe adiantaria pois arma de fogo não tinha e . ainda por cima, faz barulho e emite fumaça, o que nos ambientes que pretendia usar  chamaria muita atenção!
Talvez o velho enfeite da gravata vermelha (degola) cujo avô andou, dizem as línguas, participando nas escaramuças de final de dois séculos atrás. Mas nem podia ver sangue, que dirá vê-lo brotar de uma jugular pulsante. Também contra isso é que há muito tempo não se usa mais.
Usar uma besta com flechas, poderia ser uma boa ideia se os ambientes fossem propícios. Imagine chegar em um órgão público com uma besta medindo 80 x 80 cm, uma aljava às costas cheias de flechas e se identificar  na portaria: quero uma audiência com o Dr. JB Siclano! Não dá pé, concordam?
Lembrou da velha bazuca que aprendeu a usar no exército. Trambolhão. Ao montá-la já chamaria a atenção.
E os golpes com mãos que matam instantaneamente? Eficientes, silenciosos, mas não poderia chegar tão perto assim, os coelhos estão assustados e com os costados protegidos pelos seus cães de guerra. Além do mais os acessos de tosse poderiam atrapalhar no momento aprazado!
Que falta faz um apoio logístico de um bombardeio! Tem alguns colaterais, inocentes, mas  que são eficientes isso são...
De mais a mais, como se deslocaria por esse mundão afora, que é nosso Brasil? A crise medonha fez tudo subir.
Então o negócio do JB Carvalho foi continuar com sua vidinha.
Pois não é que "el diablo" serve a mesa e convida pro banquete? - Essa é do meu tempo de piá!- Houve uma reviravolta em sua situação sócio-econômica. De aposentado pé-rapado (outra antiga) à milionário de milhões. Como aconteceu? Lhes conto!
Numa das suas saídas do seu Paraíso inerte, foi ao "povo" - gauchês = cidade grande - comprar remédios para sua bronquite crônica, já que fora fumante por muitos anos e essa era a sequela que lhe acompanharia pelo resto de sua vida.  Ao passar por uma casa lotérica, lembrou-se de pagar uma conta de Energia elétrica - onde morava era Paraíso natural mas não era de todo atrasado . Entrou, pagou e o caixa lhe perguntou se estaria interessado em comprar um bolão da Mega-Sena acumulada com o troco. Daria certinho e ainda sobrava umas balinhas para levar pros netos. Concordou e foi-se embora pro Paraíso sem pensar mais no jogo que fizera. Nunca ganhara nada...
Uma semana depois do ocorrido, estava arquivando as contas pagas, quando deu de cara com o bilhete do jogo. Ao mesmo tempo em que achara o bilhete, o mequetrefe da televisão dava a notícia que o prêmio tinha saído para o "povo" em que andara. Prestou atenção e confirmou todas as dezenas. Ficou quieto, sem fazer alarde nem para a patroa, sabe-se lá! Por dinheiro, troca-se de lado, de religião, de partido, de caráter... Passou a noite engendrando uma desculpa para explicar a melhora de vida que teriam e que servisse tanto em família como na roda de amigos.
Reborquiou-se - gauchês = debateu-se - a noite toda, por fim exausto, adormeceu já com a solução. Iria primeiro ver de quanto seria o prêmio, abriria uma conta poupança na Caixa  Econômica Federal e diria que pegara um prêmio menor, coisa de 10% do valor real e que viveria dos juros.
Isso fartamente pensado, isso exatamente feito. Chegou faceiro em casa anunciando aos quatro ventos a boa nova.
Foram dias de fartas festas, compras represadas atualizadas, sonhos de consumo da família feitos realidade, mas...
...guaipeca comedor de ovelha, só matando pois não larga o vício! A consciência social começou a cutucá-lo: e os seus ímpetos? E os seus ímpetos? E seus ímpetos, agora tens os meios... vais mudar de lado?
Começou a reviver um a um os seus ímpetos e aos poucos foi esboçando um plano que no princípio até lhe pareceu muito arrojado e com inovações tecnológicas ainda não aplicadas ao que pretendia. Depois, com a leitura e estudo de projetos existentes na Internet e desenvolvidos por renomadas universidades começou a ver com lucidez  uma luz no fim do túnel existencial

3 - O plano.

Com o advento da impressora 3D e com uma gama enorme de materiais  à disposição, tendo um bom programa, um bom projeto, consegue-se tudo. Outro fator tecnológico, a Nanotecnologia, abre espaço para potencializar combustível e explosivos. Sensores sofisticados já em uso, poderão acabar aproveitados também.  
Ao reviver os ímpetos, que o leitor mais acurado já sentiu que são de eliminação pura e simples de desafetos coroados - não são de mequetrefes sem expressão - e os métodos lembrados para o desatino, se deteve em um em especial: a bazuca.
A bazuca foi inventada na segunda grande guerra e consiste, para quem não sabe em um tubo lançador com gatilho, mira e uma bateria que serve para a ignição. A direção e o alcance é dado pela mira ocular (sem aumento ou aproximação) ajustada pela distância e dessa forma o ângulo balístico se forma. É o mesmo princípio das armas de fogo individuais. A curta distância apontamento direto. Em distâncias mais longas necessita-se de cálculo de balística, que envolve potência, distância e atrito com o ar.
A grosso modo, foi a precursora das bombas voadoras de Hitler, dos foguetes intercontinentais, dos foguetes lançados ao espaço. Melhoraram-se, nesses casos, a propulsão, o desenho e o alcance dos artefatos.
Com a criação dos teleguiados, surgiram os foguetes terra -terra, terra-ar, mar-terra que se guiam por coordenadas, calor e até identificação  particular de temperatura e de aspecto (fotos).
A entrada da eletrônica facilitou o acúmulo de informações para o direcionamento do artefato e gerenciamento de sua viagem fatídica.
Muito do que procurava encontrou nas balas inteligentes. Munidas de sistema sofisticado de identificação do alvo, o persegue sem tréguas e com a mesma velocidade. Precisava disso com um adendo, com conquistas ainda não alcançadas e miniaturizar ainda mais, para caber em uma bala longa de calibre 22.
A bala em si será um micro-foguete a ser lançado de uma micro plataforma que caberá na palma da mão. Não deverá haver fragmentos do foguetinho já que o próprio material será explodido junto com a munição principal e esta será detonada por comando de celular - do executor é claro.
Pois os piores explosivos conhecidos são naturebas. Estão aí para serem "maleficiados" e transformados em vulcão. Quem brincou idiotamente com colegas crianças, mandando arregalarem os olhos e dobrando uma casca de laranja fez com que os "olhinhos" da casca, estourassem e injetassem um líquido nos olhos fazendo-os arder? E essa, com um fósforo aceso em uma das mãos e na outra repetindo o descrito acima não ficou extasiado com a língua de fogo colorido que acontecia?
É um óleo que pode ser utilizado tanto como combustível como  explosivo. Hoje é usado como óleo essencial para o ramo de alimentos. Deixa massas estranhas com gosto de cítrus.
Quantidade pequenas podem ser bem empregadas no mister que JB Carvalho queria. Alguns estudos com nanotecnologia e multiplicou por dez o poder. Primeiro teste com foguetinho, partiu de um segundo em cem metros para 0,10 segundos na mesma distância. Como explosivo, partiu de cinco centímetros em alvenaria para rombo de meio metro. Pra estourar uma cabeça por exemplo, três mililitros são suficientes. Idem para combustível. Com esses resultados, pode encerrar as buscas e sobra espaço no foguetinho para a microparafernália de localização e busca.
Optou por utilizar o celular para identificação e perseguição da vítima, bem como disparo do foguetinho e explosão da carga.
No quarto teste, atingiu o objetivo. Explodiu um abacate a 50 m de distância. Sobrou o nada até do caroço e um leve perfume de laranja no ar. Nem o lança-micro-missel deixou rastros. Satisfeito, fez uma lista de possíveis aquinhoados da sua tecnologia.