COSTELÃO DE NOVILHA

COSTELÃO DE NOVILHA
A PROVA DE QUE APRENDI A ASSAR...

quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Mercedita

 Letra

(Em espanhol)
Que dulce encanto tienen
Tus recuerdos mercedita
Aromada, florecida
Amor mio de una vez
La conocí en el campo
Allá muy lejos una tarde
Donde crecen los trigales
Provincia de Santa Fe
Y así nació nuestro querer
Con ilusión, con mucha fe
Pero no se porque la flor
Se marchitó y muriendo fue
Y amándola con loco amor
Así llegue a comprender
Lo que es querer, lo que es sufrir
Porque le di mi corazón
Como una queja errante
En la campina va flotando
El eco vago de mi canto
Recordando aquel amor
Pero a pesar del tiempo
Transcurrido es mercedita
La leyenda que hoy palpita
En mi nostálgica canción
Y así nació nuestro querer
Con ilusión, con mucha fe
Pero no se porque la flor
Se marchitó y muriendo fue
Y amándola con loco amor
Así llegue a comprender
Lo que es querer, lo que es sufrir
Porque le di mi corazón
Em Português
Que doce encanto traz
à minha lembrança Mercedita
Minha flor e a mais bonita,
que uma vez tanto amei
Há conheci no campo,
há muito tempo, numa tarde
Onde crescem os trigais,
província de Santa Fé
E assim nasce nosso querer
Com ilusão, Com muita fé
Mas eu não sei porque a flor
foi murchando até morrer
E amando-a com louco amor
Assim cheguei a compreender
O que é querer, o que é sofrer
por lhe dei meu coração
E como o vento errante
Nas coxilhas vai soprando
Um eco vago do meu canto
Vai lembrando aquele amor
Mas apesar do tempo
já passado, és Mercedita
A lembrança que hoje palpita
A minha triste canção
E assim nasce nosso querer
Com ilusão, Com muita fé
Mas eu não sei porque a flor
foi murchando até morrer
E amando-a com louco amor
Assim cheguei a compreender
O que é querer, o que é sofrer
por lhe dei meu coração
Que doce encanto traz
à minha lembrança Mercedita
Minha flor e a mais bonita,
que uma vez tanto amei
Há conheci no campo,
há muito tempo, numa tarde
Onde crescem os trigais,
província de Santa Fé
E assim nasce nosso querer
Com ilusão, Com muita fé
Mas eu não sei porque a flor
foi murchando até morrer
E amando-a com louco amor
Assim cheguei a compreender
O que é querer, o que é sofrer
por lhe dei meu coração.
Fonte: Blog La Pampa Gaucha
.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Os amigos

 Vai-se o primeiro amigo, tão logo cumpre sua jornada.

Vai-se outro mais...mais outro...enfim dezenas...

De amigos, colegas, parentes, conhecidos 

Vão-se  tão logo cumprem suas terrenas jornadas apenas.

...

Bem assim, quando as amarguras desta vida

Não mais devem nos afetar, voltamos ao lar

Feito as pombas de Raimundo Correa.


domingo, 3 de dezembro de 2023

Caponata da prima

Caponata de beringela
Ingredientes (6 porções)
2 beringelas grandes
1 pimentão vermelho
1 pimentão amarelo
1 cebola grande
3 dentes de alho amassados
200 g de azeitonas verdes picadas
100 g azeitonas pretas picadas
200 g de champignon picado
Orégano a gosto
Sal a gosto
Salsinha e cebolinha a gosto
Azeite para refogar e para cobrir a conserva

Já escrevo o " modo de fazer" 

Modo de preparo da Caponata

Tempo de preparo: 40m
1.Descasque as beringelas e corte-as em cubinhos ou tirinhas.
2.Tire as sementes dos pimentões e corte-os em cubinhos ou tirinhas.
3.Em uma panela, refogue a cebola picadinha junto com o alho amassado e o orégano no azeite.
4.Junte a beringela e os pimentões.
5.Mexa para não pegar no fundo.
6.Acrescente as azeitonas e o champignon.
7.Prove e acerte o sal se necessário.
8.Depois que a berinjela estiver bem molinha, apague o fogo e acrescente a salsinha e a cebolinha.
9.Coloque em um refratário de vidro e deixe esfriar.
10.Esterelize um pote de vidro (com tampa) jogando água fervente dentro dele.
11.Depois que esfriar, coloque a caponata no pote de vidro, cubra com azeite, tampe e leve à geladeira.
12.Depois que estiver gelada já pode consumir, porém ela fica mais gostosa no dia seguinte.
13.Ideal para servir como aperitivo com torradinhas ou pão italiano.

segunda-feira, 25 de setembro de 2023

cuca da prima.

 

Cuca recheada (enrolada)
Material para 2 ou 3 cucas.
1kg farinha trigo
3 ovos inteiros
10 colheres (sopa) açúcar cristal
1 1/2 colheres (sopa) fermento biológico
3 colheres (sopa) bem cheias de margarina ou manteiga(ou 1colher banha e 2 manteiga)
Sal a gosto
Água morna até dar o ponto
Temperos a gosto: casca de limão ou laranja ralado, canela, cravo, noz-moscada, erva doce, baunilha - uma pitada de cada .
A massa deve ficar suave, que não grude nas mãos
Farofa
1 xícara açúcar, 125 g manteiga ou margarina
1 colher *chá * de fermento químicos
Farinha de trigo até dar o ponto (sem ficar seca demais)
Casca de limão ralada, açúcar de baunilha a gosto.
Recheio, a gosto: frutas enlatadas(escorrer a calda) amassar levemente com garfo ou doce de leite, chocolate meio amargo ralado grosso ou Nutella.
Assar a 240° por 40 - 45m.
Todas as reações:
1

domingo, 16 de abril de 2023

Lula é contra o AGRO?

 É textão. Pra gente que quer ser bem informada, independente de posição política.

Inicio dizendo que tenho parentes e amigos que se dedicam a tirar da terra seu sustento. Seja por pequenas produções variadas, seja por produções extensivas e monocultivadas. Muitas vezes tenho ouvido dessas pessoas, que Lula, e consequentemente o PT e quem a ele se alinha, é contra o agro.
Década de 1960.
Eu conheço a história da Soja. Como foi a implantação da Soja no RS e na minha região - noroeste do estado - e vi com meus olhos a agricultura familiar pujante produzindo praticamente tudo que uma família precisa se transformar em monocultura de escala. Conversei com agricultores que se endividaram nos bancos comprando os equipos necessários para essa atividade. Como não tinham produção em escala suficiente, perderam suas terras ou as venderam para escapar das dívidas. Um caso que me chamou a atenção, foi o relato de um agricultor que tinha apenas 10 hectares e financiou um trator para plantar soja. Terminou com horta, chiqueiro, mangueira, vendeu os animais pois tudo que precisasse a cooperativa tinha. A plantação começava na porta de casa. Restos que ainda tinha de mato e pomar, derrubados.
Desorganização geral dos agricultores que viam suas terras leiloadas pelos bancos ou vendidas a preço vil para lindeiros. O que mais se ouvia, era que com o valor de um hectare compravam muitos mais no Paraná, Matogrosso e Goiás. Como gafanhotos, as matas foram derrubadas e o fogo se alastrou no Oeste do RS, SC e Cento-Oeste do País.
Junto com proprietários de terras alagadas por represas de Hidroelétricas, essa desorganização foi um gerador do famoso êxodo rural que inflou as cidades e gerou um punhado de sem-terras.
Década de 1970/1980.
Ditadura a pleno, o ufanismo inconsequente geraram crises agrícolas onde os agricultores com perdas em safras se viam endividados sem apoio nenhum do Governo. Junte-se os agricultores especuladores que pegavam empréstimos para financiar a safra e compravam apartamentos na capital e nas praias do RS e SC. O Bordão do governo de João Figueiredo era "Plante que o João garante", levou muita gente ao desespero pois nada era garantido.
Década de 1990.
A redemocratização pouco melhorou a situação. Sem estoques e política econômica fundamentada em pouco incremento salarial para empregados em geral, e restrição de livre mercado para os produtos agrícolas, desindustrialização via abertura para produtos made in China acarretou diminuição do meio circulante, restrição de crédito e consequentemente mercado interno diminuído. e o mercado externo incipiente ainda. Soma-se a isto o golpe fatal dos empréstimos em dólar que no princípio do segundo governo do Fernando Henrique de um toque só sugou para os bancos, 30 % em cada empréstimo.
Década de 2000.
Se havia fome, não havia consumidores para os bens produzidos pela agricultura. Começava a a deslanchar a parceria com a China com exportações de Soja, produtos suínos e Frango. Iniciava-se a expansão da soja no Centro-Oeste brasileiro. Com isso os transtornos da infraestrutura de exportação tinha enormes gargalos encarecendo nossos produtos. Normalmente dependente do porto de Santos e de Rio Grande para escoamento, os gargalos rodoviários eram notícia por semanas na mídia.
Governos do PT.
Iniciou-se a construção da ferrovia Norte-Sul com ramais para os novos portos no Pará e no Nordeste. Desafogou-se o escoamento. Só não atingiu melhoramentos no Sudeste e Sul pela interrupção fraudulenta do governo Dilma. A CONAB foi fortalecida com condicionantes voltados para o mercado interno e sem prejuízo para os produtores. Garantia, via seguro, da safra. Aqui um adendo que um amigo me colocou: se você não compra a semente de produtores que detém as patentes das transgênicas, o seguro não cobre. Vamos esmiuçar. Quem fez esta foi o Congresso Nacional composto por uma quantidade enorme de deputados e senadores vinculados ao AGRO. O Crédito subsidiado e juros da SELIC mais baixos para aquisição de equipos cada vez mais modernos, auxiliaram no aumento da produtividade. Basta ver as séries históricas de produção e hectares plantados para sentir a alavancagem que o Setor Agrícola teve nesse período. O Agro que se jacta de ter tecnologia, deve muito, mas muito mesmo para as Empresas de pesquisa Estatais que correram o risco de desaparecer nos governos fatídicos que se seguiram.
Período pós impedimento de Dilma.
Desmonte do arcabouço de estocagem, via CONAB, de produtos para garantir abastecimento interno. Financiamento de safra equivocado e caro pela libertinagem sem fundamento dos juros SELIC, o que encarece o crédito, inclusive o agrícola. Sucateamento das Empresas de pesquisa agropecuária via cortes nos orçamentos.
Volta da fome e consequentemente diminuição do mercado interno consumidor dos produtos agrícolas. Varejo de alimentos com altas inexplicáveis, abusivas e sem controle.
Posicionamento do Presidente da República.
Lula em seu discurso, colocou com todas as letras, que as políticas de apoio ao setor agrícola continuarão. Salientou que não há necessidade de expansão de área plantada via desmatamento, basta recuperar áreas degradadas e teremos condições de continuar a quebrar recordes de safra.
EM NENHUM MOMENTO SE POSICIONOU CONTRA O TAL DE AGRO.
Quem viu outro posicionamento deve ter dado ouvido às tias do zap.
Fonte: Time Line da minha vida, ou seja ouvi com meus ouvidos, vi com meus olhos que a terra comerá e digeri com a inteligência que me acompanha pela vida afora.

segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Pai Bento Carvalho.

  

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PAI BENTO CARVALHO
Minha mãe escreveu suas memórias. Vida excepcional gravada em livro. Pois modestamente pretendo preencher a lacuna que ficou pois faltou a outra metade da laranja: relembrar a trajetória de meu pai. De caboclo bruto a nome de Rua em Ijuí. Esse é o esboço do que pretendo. Vou alongar essa conversa inicial à medida que me venham as lembranças e antes que o velho alemão (Alzheimer) me assalte de vez.
Há datas que mexem com a gente de maneira a recordar coisas, fatos, ensinamentos, alegrias, tristezas, vida...
Hoje quero tecer loas a um Homem, assim com H maiúsculo de posturas retas mas, como todo humano, com falhas. Essas não se faz mister contemplá-las mas sim as virtudes que sobejamente superam-nas (às falhas). Isso com certeza devem ter sido alvo de esclarecimentos no interregno entre duas vidas terrestres para seu aperfeiçoamento evolutivo. Isso é o que pretendo também com os meus erros, seguindo-lhe os passos.
Filho de um “pelo duro” que bateu os costados em Santana do Livramento e se casou com uma Uruguaia, puxando pra alemã. Não sei de fato sua origem, pela foto que vi apenas uma vez, tez clara, olhos claros, cabelos claros...
Com escaramuças fronteiriças com os castelhanos no final do século XVIII meu avô vendeu as propriedades na fronteira e adquiriu terras em Santa Maria. Conforme relatos de parentes, parece que na região do Bairro Camobi. Terras essas vendidas com a morte do meu avô.
Por sua vez, bateu os costados em Alto da União, povoado situado entre Ijuí e Cruz alta. Lá sabendo das atividades de meu avô, pai de minha mãe, e que por infortúnio estava cego, resolveu pedir para trabalhar com ele. Se enrabicharam o velho e a velha que na época eram novos e sucedeu-se que casaram. Andaram pela colônia nova aberta em Santa Rosa.
SANTA ROSA.
Na nova colônia de Santa Rosa, construiu um açude onde tirava peixes para alimentação e água para a lavourinha de arroz. Plantavam milho e feijão. Retirava moirões para cercas das sua mata com uma técnica milenar: abatia as árvores próprias, deixava-as secar na própria mata, depois de um certo tempo, tirava a polpa por fora e deixando o cerne que era separado em moirões que vendia aos vizinhos.
Não prosperaram pois primeiro aconteceram tempestades que destelharam o rancho que era coberto de tabuinhas. Depois a febre tifoide pegando filhos e o próprio. Para derrotá-lo, finalmente, no ponto de geração dos grãos, as sucessivas nuvens de gafanhoto. Os moirões não lhes davam sustento e sem os grãos, iriam passar fome. Voltaram para o Ijuhy.
IJUHY
De volta à Ijuí, iniciou a trabalhar na Prefeitura. Serviços da Hidráulica, ajudou a implantar a Usina Velha no rio Potiribú, dominou a eletricidade, ajudou a construir a rede elétrica da cidade, fazia instalações elétricas e hidráulicas residenciais. Aposentou-se na Prefa, como dizia.
FALECIMENTO
Faleceu novo. Cinquenta e nove anos. Sofrimentos físicos oriundos de trabalhos braçais, ocorrências na rede elétrica em noites de tempestades e falta de estrutura normal para a época (da abertura de buracos para os postes, seu erguimento, furação para os equipos e tensionamento dos fios) minaram sua resistência de homenzarrão que era. Alimentação rica em gordura culminou com doença cardíaca sem os recursos que hoje me mantém vivo com os mesmos problemas que os seus.
TRANSMISSÃO DE CONHECIMENTOS.
Foram vários. Entre eles o gosto em assar um churrasco.
Tempos atrás, escrevi sobre o churrasco que ele gostava de fazer:
Bento Carvalho
Comecei a conviver mais com meu pai, a partir do início de entendimento da vida. Lembro de muitas coisas em tenra idade. O episódio do feijão no nariz e a foto para a carteira do IAPFESP (o INSS do Pai). Mas começar a aprender coisas, vivenciá-las, participar, só após os 10 anos. Daí até os 17 anos, fui companheiro destacado pela mãe e irmãs, para acompanhá-lo nos horários fora de escola, dia e noite. Foram muitas tardes de várias chaleiradas de chimarrão e muitos domingos em que assessorei meu pai nos churrascos domingueiros. Por que isso marcou tanto? Acredito que pelos muitos ensinamentos passados por ele que me ajudaram a encarar a vida de um modo inquisitivo, investigativo. Aos 10 anos fiz uma calçada de tijolos, ao lado de minha casa que até bem pouco tempo ainda existia, a mais de 50 anos...Olhando, vendo com olhos de ver, perguntando, inquerindo e aprendendo... Foi assim também com os churrascos.
Não lembro de quando meu pai trouxe um espeto de madeira excepcional: uma forquilha (bifurcação de um ramo) perfeita de pitangueira, de, mais ou menos, 1,20 m. Numa das tantas medições de terra que ele executava, ele achou-a e trouxe para seus trabalhos na churrasqueira improvisada no buraco do chão que recebia as cinzas do forno à lenha. Já andei por muitos matos por aí em pescarias e caminhadas, moro em um lugar cheio de pitangueiras e até hoje não achei nada parecido com o espeto dele...
Ele só fazia churrasco em fogo de lenha. E tinha as lenhas especiais para fazê-lo. Eram os nós das madeiras que ele comprava para o fogão à lenha. Normalmente as toras vinham em metro e nós dois cortávamos com o traçador(serra comprida-2 m- com cabos em ambas as extremidades). Depois, à medida que podia, eu transformava em achas de lenha. Sobravam umas maiores normalmente com nós que eu não conseguia desmanchá-las. Essas eram as utilizadas pois davam melhores brasas. Havia um ritual que começava no sábado. Ao sair para o trabalho, ele me chamava e dizia, "Nego Déi (meu apelido de piá) vai lá no açougue do alemão bem cedo e pede para ele 2,5 kg de pá de paleta, se não tiver, o mesmo peso de agulha. Diz que é para mim que ele anota e depois eu pago. Lava bem 1 litro com água e feijão (método antigo para retirar qualquer sujeira de litros de vidro) e vai lá no gringo do vinho e trás um litro de vinho tinto seco. Também deixa preparado o buraco do forno e o espeto". Ordem dada, providências tomadas. Com a pá tirava as cinzas do buraco, fazia duas paredes baixas de tijolo para servir de base, trazia as lenhas, palha e sabugo de milho para iniciar o fogo e deixava o espeto de molho no tanque (era para não queimar o mesmo quando ia para o fogo)
No Domingo auxiliava a fazer o fogo, fazia a boneca ("bonecra" no dizer dele) de palha de milho verde ou de tempero verde, fazia a salmoura com três colheres de sopa de sal fino, alho e tempero verde.
Ele espetava a carne e amarrava um arame no cabo do espeto e a outra ponta cravava na carne para não escorregar se assasse com espeto em pé. E era assim que começava assando enquanto tinha labaredas no fogo. Depois de um certo tempo, antes de colocar o outro lado para assar, salpicava o assado com a boneca e a salmoura. Acompanhava de perto embevecido, como se estivesse assistindo um ritual executado por um pagé missioneiro num cerimonial da raça gaudéria... Repetia tantas vezes quantas necessárias para que ficasse com o tempero certo. Para apurar, concluía assando com espeto deitado. Nunca "selou" a carne com chamusqueio que hoje todo mundo relata que faz, porém sempre seu churrasco foi suculento e macio.
Sempre serviu mal passado, como todo churrasco tradicional relatado por SaintHilaire...
Churrasco simples, de gente simples, com carne que geralmente ninguém assa, mas que era motivo de satisfação de toda a família...

domingo, 23 de outubro de 2022

Deu Chabu

 A expressão chabu é usada quando um foguete de São João (pirotecnia) não estoura.  

Nestes tempos de Eleições Gerais no Brasil, vou usar essa expressão para detonar/estourar o TSE - Tribunal Superior Eleitoral.

Quando da posse do atual presidente do STE, houve uma pirotecnia estrondosa em torno da Notícia Mentirosa (fake news) amplamente usada na política pela campanha do atual mandatário do Governo Federal desde as Eleições Gerais de 2018. Ele elegeu-se usando fortemente as redes sociais, com a conivência dessas, usando o expediente com os chamados robôs. Nunca foram realmente combatidos por quem de direito.

Pois o Ministro deitou falação na sua posse, secundando o antigo detentor do cargo que já tinha, verborrágicamente, atacado o que seria abuso de notícias falsas envolvendo adversários políticos.

Pois é. Deu Chabu! Da pior maneira possível. Vou usar uma expressão chula para dizer que Bolsonaro tripudiou de todos os ministros que compõe o "Egrégio" Tribunal. Aqui um parêntesis: (egrégio

  1. 1.
    extremamente distinto; insigne, muito importante (diz-se esp. dos tribunais superiores e de seus juízes).
  2. 2.
    digno de admiração; notável, magnífico.).
  3. BOLSONARO CAGOU NA CABEÇA DO PRESIDENTE FANFARRÃO DESTE TRBUNAL.

O atual presidente, diga-se de passagem, eleito fraudulentamente por uma notícia mentirosa em 2018 que tirou o principal opositor da competição eleitoral, usou e abusou das Fake News (expressão menos dolorosa do que notícia mentirosa) em pleno Horário Eleitoral, todos os dias, em todas as redes de TV, em todas as emissoras de Rádio.

Pra culminar, o combate desse procedimento, que a princípio deveria, pelo posicionamento da posse, ser "de ofício", é feito por ação do lesado. Ora, se em cada propaganda houve mentiras, a cada uma delas foi pedido o famoso "Direito de Resposta" atravancando a pauta do Egrégio. O que fez então o impoluto Presidente da casa que comanda as eleições? Candidamente, sugeriu que as duas campanhas chegassem a um acordo.
Basta ver a disparidade entre uma campanha e outra.

"Das 29 representações registradas no TSE, 23 foram feitas pela campanha petista tendo como alvo a Coligação Pelo Bem do Brasil, do presidente Bolsonaro, portais na internet e outras figuras públicas. Quase metade delas diz respeito a pedidos de direito de resposta. Ao todo, são 12." Informações da CNN.

Não se comparam desiguais. Desiguais nos procedimentos, na vida pregressa, nas atuações políticas, na humanidade. Na HONRA.

Por isso, meus amigos, que o jogo de cartas marcadas continua, como disse o Jucá (Caju para os íntimos que o compraram) com Exército, Polícia Federal, Congresso, com STF(leia-se justiça em geral), com tudo (leia-se Cia, irmãos Koch, outras sopinhas de letras americanas, governo do Tio Sam e etc.).

E muitos dólares.