COSTELÃO DE NOVILHA

COSTELÃO DE NOVILHA
A PROVA DE QUE APRENDI A ASSAR...

segunda-feira, 13 de maio de 2024

Se Deus quizer.

Deus está permeando a catástrofe do Rio Grande do Sul. Uns o condenando por permitir e outros apelando a ele pra que tudo se resolva. Tudo isso no melhor entendimento humano dos eventos naturais aos quais estamos expostos.

Vou contar uma estorinha, curiosamente, sobre enchente. Uma pessoa ficou horas em uma árvore com o corpo mergulhado quase que totalmente n'água e rezava/orava com fervor ao seu Deus. Um vizinho estava passando em um bote e lhe ofereceu  ajuda. Ele declinou e afirmou fervoroso: Eu já pedi ajuda a meu pai maior e ele irá atender, muito obrigado. Passou-se mais algumas horas e já à noite, uma lancha da Defesa Civil, alertado pelo vizinho, logrou encontrá-lo e insistiram que ele os acompanhasse. Negou o auxílio novamente. Reforçando o que já dissera ao vizinho, com um adendo: Ele não falha! A manhã surgiu e com ela um helicóptero que se aproximou e baixou um socorrista até o nível do exausto homem que pela terceira vez rejeitou o auxílio em prol do milagre a um nível superior. Aborrecidos o abandonaram. Não aguentando mais seu corpo cedeu e morreu afogado. Em chegando ao céu, já que muito temente a Deus, questionou o recepcionista puxa, passei o tempo todo orando/rezando ao Senhor pedindo por uma ajuda dos céus e ele não me atendeu. Homem de muita fé e pouco tirocínio! Bradou o Recepcionista! Pessoalmente fui encarregado de lhe dar o amparo e três vezes eu guiei pessoas e você não aceitou!

Quem está reclamando do abandono que seu Deus deu aos gaúchos está fazendo exatamente como o recém chegado aos céus. Há estudos da Metroplam sobre conteção de cheias e proteção de encostas que simplesmente não foram acatados achando que algum Deus sairia em defesa dos seus municípios da Grande Porto Alegre. Dotações orçamentárias para manutenção da defesa de pluvial de Porto Alegre - Revitalização dos diques, manutenção das comportas anti-águas e bombas de recalque das águas fluviais caídas intra defesa da capital.- não foram aplicadas! Ao par disso, foram eleitos pessoas com objetivos totalmente avessos ao meio ambiente. Quase os ouço dizendo Deus Proverá! Afrouxamento total de Legislação Ambiental chegando ao absurdo de conceder, a quem queira implantar algum negócio em área sensível, fazer "estudo" e Laudo aprovando o empreendimento! 

Quanto aos que abanam aos Céus terceirizando suas culpas pelo apoio a quem menospreza meio-ambiente e menospreza o Estado a não ser quando este os socorre, um aviso: Os Deuses, sejam eles qual forem, não são seus vassalos. Continuarão mandando Josés Lutembergers, Caios Lustosas, Augustos Carneiros, Alfredos Ferreiras e entidades como Agapans e Metroplans. Só temos que ouvi-los e aceitar suas ajudas votando em pessoas que se importem com a coisa pública, com o povo(público), com a Ciência, com nossa inserção no mundo. Aí sim estaremos dando uma oportunidade aos seus Deuses e poderemos louvá-los a plenos pulmões.

quarta-feira, 13 de março de 2024

Ode à dona Mariazinha.

 Dona Mariazinha, ou Vó Deza ou Dona Mariquinha, ou Dona Maria, ou Maria Augusta dos Santos Carvalho, nascida a 08 de Março do ano santo de hum mil novecentos e quatro, filha de Felício Hipólito dos Santos, alferes no Paraguai e Zulmira dos Santos, ambos de descendência portuguesa, pois pois.

Tive o prazer de participar de sua vida quando na puberdade e juventude, me afastando, já reservista e meio encaminhado na vida, para Porto Alegre. 

Não mencionei a infância pois ela esteve muito atuante no mister de "de menino é que se torce o pepino" do metido a "degas"(1) aqui.

Na transição, já com o "pepino endireitado", não tinha como escapar da ajuda necessária de muitas lidas que a inquieta Mariazinha achava que devia fazer. Em outros tempos que não o meu, morto o esteio da família o Alferes Felício, os irmãos ficaram tartamunhando sem iniciativas  para produzir os alimentos necessários para a vida da Colônia, tomou as rédeas e fez com que eles na roça de milho fizessem vergas com os bois em filas na distância regulamentar e deixassem pra lavrar no intervalo para depois que o plantio fosse feito. Extremamente prática, não se deixava abater pela pobresa que sempre rondou sua trajetória. Fome nunca passamos pois suas "invencionices" davam um jeito de suprir nossas necessidades. Era um planta diferente (exemplo: feijão guandu ou ervilha dos  índios) nos matando a fome com um osso carnudo a nos dar proteína cozido junto. As galinhas no galinheiro para ovos e carne. As árvores frutíferas que vicejavam no quintal amplo. Delas muitas vezes tirava um dinheirinho pra uma roupa, um calçado,um corte de tecido...

Essas lidas me deram aprendizado muito bom em ter conhecimento bem diversificado e que me auxiliaram na vida profissional, balizaram meu caráter colaborativo e analítico. Saber suprir necessidades usando de coisas à nossa disposição, observar, saber onde buscar suprimentos, enfim, estar "antenado" para resolver problemas técnicos ou  do dia a dia.

O que tenho muito vívido nesta minha "mala de garupa da cachola" era o aproveitamento que ela fazia das frutas da estação. Frutas das comadres que eram muitas e as doavam e quem tinha que ir apanhar era eu, com prazer diga-se de passagem pois sempre gostei de comer fruta direto do pé. Uma esfregada na camisa e "boca? pra que te quero?"

Ela descobriu, certa vez que um comerciante forte de Ijuí dos anos 1950/60 vendia frutas secas pra fazer chá ou doces de calda; todo o tipo de doces duro (goiabada, perada, pessegada, uvada, figada); doces moles tipo chimia (schimier em alemão) e geléias e que gostaria de vender esses mesmos mas artesanais. Juntou a fome com a vontade de comer!

Arrumou um tacho de cobre emprestado e nas devidas época de cada fruta, nosso patio transformava-se em uma doceria. Fogo de chão com alguns tijolos, o tacho equilibrado em cima, uma pá de madeira de Pinho (araucária ainda existente) uma labuta de descascar, tirar a polpa e moer na máquina de moer carne, separar caroços e cascas para fazer geléia. A par disso, preparar também frutas com cascas para secar entre duas peneira ao sol. Doces e passas feitos logo entregues por um bom dinheirinho no Bernado Gressler. Algum desses sempre ficavam um pouco pra consumo da família, principalmente os netos que os degustavam com gosto.

Para os netos também tinha os negrinhos/brigadeiros dos doces duros. Os docinhos de leite e as cocadinhas. Os pães de minuto e as cucas.

As coisas em que coloquei atenção, refaço pra consumo próprio. Hoje mesmo fiz uma chimia de goiaba. Acontece que moro em um condomínio em que as frutas estão presentes: limões, laranjas, cerejas, caquis, goiabas, bergamotas/tangerinas, butiás, araçás, pitangas com diferentes épocas de produção. Com as que sei fazer os doces, o faço. Até pra que minhas netas saibam como se fazem.

Então esse voto de louvor a minha mãe que no último dia 8 de março estaria completando 120 anos.

Não é coincidência que nasceu no dia em que se comemora o dia da Mulher.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

Nome aos bois

Todo mundo terráqueo está querendo a paz no Oriente próximo. Menos os envolvidos no que se chama guerra contra o Hamas. Aliás os de sempre: United States of América (do América first do Lunático Trump), Inglaterra (que ofertou uma de suas colônias para o novel estado criado na ONU) e França. Alguns se abstém de opinar, 124 - cento e vinte e quatro - querem a paz mas não dão nome aos bois por pruridos diplomáticos. Dois - 2 - acertaram na comparação entre o que aconteceu na Alemanha e o que acontece na Palestina: Turquia e Brasil. Mais, Turquia já está se preparando para intervir. Brasil com a postura dura quer a interferência da ONU ou que esta se desfaça pois inoperante na busca por uma solução pacífica. O Brasil de Lula quer a PAZ, quer estancar a matança de uma população já esfacelada. Basta olharmos os números: 70 % dos quase 30.000 palestinos mortos (se já não aumentou) são de mulheres e crianças. Há um percentual significativo também de velhos. Não é uma "guerra contra o Hamas", há um GENOCÍDIO CONTRA TODO UM POVO. 

Contra a crueldade de uma guerra sem quartel, não deve haver citações suaves e sim as mais ácidas possíveis para que doam. Para que se desnudem as falácias de falsos profetas que proliferam no Brasil e de uma mídia vendida desde o século passado. É o que penso.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Mercedita

 Letra

(Em espanhol)
Que dulce encanto tienen
Tus recuerdos mercedita
Aromada, florecida
Amor mio de una vez
La conocí en el campo
Allá muy lejos una tarde
Donde crecen los trigales
Provincia de Santa Fe
Y así nació nuestro querer
Con ilusión, con mucha fe
Pero no se porque la flor
Se marchitó y muriendo fue
Y amándola con loco amor
Así llegue a comprender
Lo que es querer, lo que es sufrir
Porque le di mi corazón
Como una queja errante
En la campina va flotando
El eco vago de mi canto
Recordando aquel amor
Pero a pesar del tiempo
Transcurrido es mercedita
La leyenda que hoy palpita
En mi nostálgica canción
Y así nació nuestro querer
Con ilusión, con mucha fe
Pero no se porque la flor
Se marchitó y muriendo fue
Y amándola con loco amor
Así llegue a comprender
Lo que es querer, lo que es sufrir
Porque le di mi corazón
Em Português
Que doce encanto traz
à minha lembrança Mercedita
Minha flor e a mais bonita,
que uma vez tanto amei
Há conheci no campo,
há muito tempo, numa tarde
Onde crescem os trigais,
província de Santa Fé
E assim nasce nosso querer
Com ilusão, Com muita fé
Mas eu não sei porque a flor
foi murchando até morrer
E amando-a com louco amor
Assim cheguei a compreender
O que é querer, o que é sofrer
por lhe dei meu coração
E como o vento errante
Nas coxilhas vai soprando
Um eco vago do meu canto
Vai lembrando aquele amor
Mas apesar do tempo
já passado, és Mercedita
A lembrança que hoje palpita
A minha triste canção
E assim nasce nosso querer
Com ilusão, Com muita fé
Mas eu não sei porque a flor
foi murchando até morrer
E amando-a com louco amor
Assim cheguei a compreender
O que é querer, o que é sofrer
por lhe dei meu coração
Que doce encanto traz
à minha lembrança Mercedita
Minha flor e a mais bonita,
que uma vez tanto amei
Há conheci no campo,
há muito tempo, numa tarde
Onde crescem os trigais,
província de Santa Fé
E assim nasce nosso querer
Com ilusão, Com muita fé
Mas eu não sei porque a flor
foi murchando até morrer
E amando-a com louco amor
Assim cheguei a compreender
O que é querer, o que é sofrer
por lhe dei meu coração.
Fonte: Blog La Pampa Gaucha
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quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Os amigos

 Vai-se o primeiro amigo, tão logo cumpre sua jornada.

Vai-se outro mais...mais outro...enfim dezenas...

De amigos, colegas, parentes, conhecidos 

Vão-se  tão logo cumprem suas terrenas jornadas apenas.

...

Bem assim, quando as amarguras desta vida

Não mais devem nos afetar, voltamos ao lar

Feito as pombas de Raimundo Correa.


domingo, 3 de dezembro de 2023

Caponata da prima

Caponata de beringela
Ingredientes (6 porções)
2 beringelas grandes
1 pimentão vermelho
1 pimentão amarelo
1 cebola grande
3 dentes de alho amassados
200 g de azeitonas verdes picadas
100 g azeitonas pretas picadas
200 g de champignon picado
Orégano a gosto
Sal a gosto
Salsinha e cebolinha a gosto
Azeite para refogar e para cobrir a conserva

Já escrevo o " modo de fazer" 

Modo de preparo da Caponata

Tempo de preparo: 40m
1.Descasque as beringelas e corte-as em cubinhos ou tirinhas.
2.Tire as sementes dos pimentões e corte-os em cubinhos ou tirinhas.
3.Em uma panela, refogue a cebola picadinha junto com o alho amassado e o orégano no azeite.
4.Junte a beringela e os pimentões.
5.Mexa para não pegar no fundo.
6.Acrescente as azeitonas e o champignon.
7.Prove e acerte o sal se necessário.
8.Depois que a berinjela estiver bem molinha, apague o fogo e acrescente a salsinha e a cebolinha.
9.Coloque em um refratário de vidro e deixe esfriar.
10.Esterelize um pote de vidro (com tampa) jogando água fervente dentro dele.
11.Depois que esfriar, coloque a caponata no pote de vidro, cubra com azeite, tampe e leve à geladeira.
12.Depois que estiver gelada já pode consumir, porém ela fica mais gostosa no dia seguinte.
13.Ideal para servir como aperitivo com torradinhas ou pão italiano.

segunda-feira, 25 de setembro de 2023

cuca da prima.

 

Cuca recheada (enrolada)
Material para 2 ou 3 cucas.
1kg farinha trigo
3 ovos inteiros
10 colheres (sopa) açúcar cristal
1 1/2 colheres (sopa) fermento biológico
3 colheres (sopa) bem cheias de margarina ou manteiga(ou 1colher banha e 2 manteiga)
Sal a gosto
Água morna até dar o ponto
Temperos a gosto: casca de limão ou laranja ralado, canela, cravo, noz-moscada, erva doce, baunilha - uma pitada de cada .
A massa deve ficar suave, que não grude nas mãos
Farofa
1 xícara açúcar, 125 g manteiga ou margarina
1 colher *chá * de fermento químicos
Farinha de trigo até dar o ponto (sem ficar seca demais)
Casca de limão ralada, açúcar de baunilha a gosto.
Recheio, a gosto: frutas enlatadas(escorrer a calda) amassar levemente com garfo ou doce de leite, chocolate meio amargo ralado grosso ou Nutella.
Assar a 240° por 40 - 45m.
Todas as reações:
1